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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.6: Dos traços aos bits. 25 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor Mais uma semana chegando ao fim no projeto vetor. Depois de muito papel riscado, muita idéia rabiscada, aplicações, malhas construtivas, finalmente chegou o momento das logos nascerem no mundo digital. Corel Draw e Illustrator são agora as ferramentas pra levar os projetos um passo à frente no processo. Pra mim foi diferente chegar no computador com algo completamente definido. Claro que algumas coisas ainda ficaram para serem testadas e melhoradas no ambiente digital, mas a comum insatisfação com uma idéia mal nascida, que parecia muito legal no papel, mas quando chegava na finalização no computador perdia todo seu encanto, desapareceu. Mas também não era pra menos. Cada logo foi estudada e planejada à exaustão. Cada detalhe foi pensado pra se encaixar dentro de um plano maior, que era transmitir os valores da empresa que estava ganhando uma nova identidade visual.
Foi muito fácil até de construir as logos digitalmente, já que todo o roteiro de construção das mesmas já havia sido definido antes. E foi muito legal vê-las surgir na tela do computador tal e qual elas terminaram no papel. Tanto que quando cada dupla terminava o trabalho de vetorização da sua logo, chamava os demais para ver o resultado final, que não era surpresa pra ninguém, mas que enchia de orgulho. Mas ainda tem muita coisa pra finalizar. As aplicações ainda não sairam do papel, mas aos poucos serão também finalizadas no computador, e à medida que isso vai acontecendo, vai ficando cada vez mais claro a importância de todo o processo anterior de elaboração de idéias de forma exaustiva no papel. Em pouco tempo teremos o material básico das identidades visuais prontas para a apresentação, e depois daí, outra etapa se inicia. Mas quando a gente chegar lá, a gente conta! DIÁRIO DE BORDO 2010.2.5: Estou a dois traços do paraíso. 15 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor
Nesta semana tivemos três dias úteis de trabalho graças ao feriado prolongado/imprensado do dia 12 de outubro. Nestes dias decidimos qual seria a alternativa de marca “vencedora” entre nossas idéias para ser melhor trabalhada. Agora temos que aplicar nossa logo nos materiais que serão utilizados em nossas empresas. Os reis do brigadeiro escolheram o desenho que reflete o posicionamento da Cacaueiro Brigadeiria: imponente, limpo, bonito, clássico, e chique. A marca será aplicada em camiseta, avental, chapéu de mestre cozinheiro, cardápio, transporte, embalagem, uniforme, crachá, sinalização interna e externa e nas louças, a priori. Os malandros pés de samba escolheram o desenho que reflete a boemia, conceito do Bloco Pé de Samba. A marca será aplicada em camisetas (para o desfile do bloco, para uso casual e para apresentações mais pomposas), estandarte, bandeira, instrumentos, crachás, bolsas (mochilas e porta-instrumentos) e chapéu, a priori. A brincadeira está em fazer todas estas aplicações à mão! Isso mesmo! Então você pergunta: ‘Por que não vetorizar logo os desenhos e começar os testes no computador?’Pelo fato de que é muito mais rápido registrar as novas idéias num rabisco. Quanto mais tempo gastamos no computador finalizando UMA idéia, menos vamos raciocinar, menos idéias novas e diferentes vamos registrar. E se o resultado não agradar, volta-se à estaca zero. Neste tipo de abordagem estão fortemente diluídos os conceitos de projeto: planejar, representar por meio de projeção; e de design: denomina-se Design qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. O processo criativo continua forte em nosso trabalho, agora nossos esforços estão concentrados em como ser criativos dentro do desenvolvimento da técnica em nosso processo: depois de usar da liberdade para desenhar as logos, é hora de estabelecer seus grids (ou grades) de construção. O que é isso? Pelo que entendi, grids são as formas geométricas que participam da geração das formas utilizadas na marca, que facilita sua reprodução em diferentes superfícies e plataformas. Quando terminarmos de desenhar todas as aplicações, com as devidas atenções aos novos detalhes, às correções e redimensionamentos estaremos prontos para a nova fase: usar o computador. Confesso que, em outros tempos, já teria escaneado e vetorizado a marca, e no computador iria gerar suas possíveis aplicações. Paciência. A pressa é inimiga da perfeição. E no nosso caso, a imprudência é inimiga do design. 13 de October de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico O nome da sua empresa é a primeira e mais básica ferramenta de comunicação da sua organização, é provavelmente a primeira coisa que todo mundo vai ouvir sobre o seu negócio e é a assinatura de tudo que sua companhia vai dizer ao mundo. Ao longo do tempo, nós desenvolvemos um método para definição de nomes, composto das seguintes etapas:
1. DETERMINAÇÃO DO PERFIL DA EMPRESA 2. BRAINSTORMING 3. TRIAGEM DO BRAINSTORMING 4. APROFUNDAMENTO DOS CAMINHOS 5. ESCOLHA DO NOME a) Relação com o Tema Se você leu até aqui deve estar se perguntando sobre uma série de nomes famosos que não tem nada a ver com o negócio das empresas que os detém. É importante entender que qualquer nome pode funcionar. Tudo depende de quanto tempo você terá para investir e de quanto dinheiro você poderá colocar no processo, além, é claro, do quão eficaz será sua estratégia de apresentação. A loja de vender laranjas chamada “bananas” que usamos como exemplo negativo anteriormente pode fazer muito barulho, fomentar muita mídia espontânea e atrair muita atenção em um primeiro instante. Se você conseguir bolar uma estratégia de comunicação capaz de tirar proveito disso, vá em frente. Tudo sempre será mais complexo e caro para você, mas… pode ser mesmo mais eficaz. Use o bom senso. E por falar em frutas, uma das empresa mais revolucionárias do mundo se chama “Apple” (Maçã). É uma empresa longeva o bastante para que ninguém discorde do seu sucesso e senhora de algumas realizações que notadamente marcaram a história da humanidade. Maçã, um péssimo nome, certo?! É importante mencionar, no entanto, que a maçã mordida que é símbolo da Apple representa o desejo, a sede do homem pelo saber (caso você não tenha feito o link, pense em Adão e Eva, na serpente e no “fruto proibido”…) e o desejo é um forte componente de todos os produtos da Apple, que sempre tiveram um forte apelo de design e uma forte relação com a moda. Assim, em uma análise mais abrangente, não existe a completa falta de relação com o tema que se pode inadvertidamente mencionar a princípio, embora essa relação seja muito mais subjetiva do que o recomendado e talvez não tenha sido intencional. É bem verdade que a cada dia é mais difícil utilizar apenas o “nome” para comunicar a missão de uma empresa. A maioria dos bons e mais comunicativos nomes já foi efetivamente arrebatado por alguém, portanto, mais do que nunca, é preciso contar com a ajuda do “sobrenome” para comunicar o que a empresa faz. Assim como acontece com o nome das pessoas, o sobrenome é o texto complementar que referencia a família à qual ela pertence – no caso das empresas, a família é o segmento de mercado. “Simples Negócios Imobiliários” é o nome de uma imobiliária que tem por objetivo comunicar que é desburocratizada. O sobrenome “Negócios Imobiliários” é o responsável por dizer do que se trata a empresa e o nome “Simples” foi utilizado para frisar o posicionamento de mercado da mesma, seu principal diferencial. Com o uso de um sobrenome capaz de direcionar as pessoas para o segmento da empresa você ganha mais liberdade para trabalhar o nome, de modo que ele pode enfatizar características do negócio. b) Individualidade c) Simplicidade Muito antes de estudarmos profundamente o processo de batismo das empresas ou de “naming”, como as agências gostam de chamar, escolhemos o nome “Innesco” para nossa empresa de marketing. É um péssimo nome, embora tenha um belo significado. O fato é que este significado não pode ser apreendido por quase ninguém. “Innesco” é uma palavra do italiano e refere-se à energia necessária para iniciar o processo de combustão, à ignição. Na época, nós queríamos um nome capaz de representar o nosso desejo de entrar nas organizações e prover um monte de energia para elas, portanto achamos o nome ótimo, mas o fato é que as pessoas escutam o nome e não tem a menor ideia do que ele significa, ou seja, ele não significa nada. Quando você pensar em usar um nome, lembre-se que você não estará do lado das pessoas explicando o que ele significa. Bons nomes precisam ter um mínimo de independência quanto à transmissão de seu significado. Resultado: migramos o nome “Innesco” para o nome do grupo, que não será comercialmente utilizado, e estamos procurando um nome mais “simples” para a empresa de marketing. Alguma sugestão? Não use siglas! Siglas são tão vazias quanto qualquer palavra que não pode ser compreendida. O nome IBM, por exemplo, não quer dizer nada. Poucos são capazes sequer de lembrar o nome completo da empresa. Claro que hoje, depois de tanto tempo, a sigla IBM significa algo para as pessoas, mas é o significado que anos de propaganda conseguiu enfiar-lhes goela abaixo, sem nenhuma ajuda do nome propriamente dito. Por que refutar a ajuda de um bom nome se você pode tê-la? A contento, a sigla IBM vem de “International Business Machines” (Máquinas de Negócios Internacionais), um nome que, embora danosamente longo, tem o mérito de proporcionar a ideia de “robustez” que foi mesmo o principal diferencial da IBM durante muitos anos. O fato é que essa ideia se perde com o uso da sigla simplesmente, que não carrega nenhum significado intrínseco. Em uma das esquinas aqui de Fortaleza há uma loja de móveis chamada LBM – eu não sei de onde veio essa sigla, nem quero saber. Péssimo nome! Bem parecido com o da gigante IBM e igualmente desprovido de significado. O uso de siglas é uma tentativa equivocada e sempre mal sucedida de simplificar um nome longo. Melhor seria, desde o início, procurar nomes curtos. Quanto menor, melhor. “Oi” é o nome de uma das maiores operadoras de telefonia do Brasil. Nada mais simples e carregado de significado. A Oi assina suas campanhas com o slogan “simples assim” e fecha a maioria das suas propagandas com uma criança dizendo singelamente “Oi!”. Por sinal, a identidade da Oi como um todo funciona muito bem e ela consegue transmitir com brilhantismo a imagem de jovialidade e irreverência que se propôs. Ela tem uma grande e respeitada concorrente de fora que se chama “TIM”. TIM? Bom, de uma maneira geral, as operadoras no Brasil tem se saído bem no quesito simplicidade – “Claro” e “Vivo” também são bons exemplos de nomes simples, que carregam significados que podem ser bem explorados pela comunicação. Nomes inventados como “Xerox” e “Google”, ambos notadamente bem sucedidos, diga-se de passagem, também se enquadram no grupo dos que nada conseguem dizer a princípio. Eles contam com outras ferramentas de marketing para emplacar e colar na cabeça das pessoas. Se você não tem milhões para gastar com publicidade, não invente. Se você deseja mesmo inventar, observe o som dos fonemas, pense na língua dos países onde seu nome vai ser usado, evite a cacofonia, enfim observe atentamente o próximo quesito: sonoridade. Se você vai inventar uma palavra, crie uma palavra boa de falar e fácil de ouvir. Um último aviso: cuidado com o duplo significado de algumas palavras. O Unibanco utiliza um slogan que é um prato cheio para clientes insatisfeitos: “Unibanco, o banco que nem parece banco.” e as pessoas completam: “…parece um tamborete.”, que é um banco pequeno e desengonçado. O pessoal da propaganda certamente intencionou fazer um contraponto à imagem cheia de burocracia que a maioria das pessoas tem dos bancos, mas o tiro saiu pela culatra. d) Sonoridade e) Imagética 6. VERIFICAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DIÁRIO DE BORDO 2010.2.4: O Clã Imagética. 8 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor Há muito, muito tempo atrás, nasceu um clã cuja doutrina era regida pelas imagens e a ética. Era um clã formado por artistas, dentre eles haviam escritores, desenhistas, escultores, pintores, músicos e artistas marciais, eles eram conhecidos por “Vetores”. Os Vetores seguiam os ensinamentos de seu líder para realizarem as missões que eram solicitadas ao clã. Todos esses ensinamentos foram idealizados pelo Líder dos Vetores, ensinamentos que tinham como propósito eternizar qualquer tipo de mensagem ou marca que fora solicitada em alguma missão para que o clã realizasse. O Líder eternizou todos os seus ensinamentos em um pergaminho sagrado e o selou na mais profunda das cavernas próximas a sede do clã. Em um dia de sol um jovem homem, tão esperto quanto o antigo Líder, que ainda acreditava nos antigos ensinamentos do clã e passou sua vida à procura do pergaminho sagrado, enfim o achou. Então ele decidiu reviver o antigo clã, agora com seus próprios conceitos e os antigos ensinamentos do pergaminho. Ele teve seu primeiro discípulo, um outro jovem sagaz que teve os conceitos forjados pelos ideais do novo Líder, e agora já é visto como um sub-líder. Agora o clã está se refazendo, os ensinamentos de como usar imagem e ética estão sendo passados novamente, os Vetores estão ressurgindo, e acreditasse que esse novo Líder seja descendente direto do primeiro mestre. O Líder e o sub-líder selecionaram quatro novos seguidores, e eu sou um deles. Muitos dias já passaram desde que o pergaminho fora reencontrado, muitas lições foram aprendidas ao longo dessas semanas, e novos métodos de criação e eternização de imagens estão se tornando parte dos conceitos e princípios dos quatro novos Vetores. Então, nos últimos dias muitos traços foram feitos, o branco das folhas se tornou infinitamente infinito diante da imaginação de cada Vetor. Aprendemos a registrar cada idéia, que nada pode ser desconsiderado, mas que ainda é cedo para se prender no primeiro traço. Por isso, agora estamos na fase de refinação de idéias, simulações de aplicações, e definição dos caminhos.
São muitas as lições já aprendidas na sede desse clã, sejam elas passadas pelos éticos ensinamentos do Líder, que vão de simples jogos infantis a teorias de psicólogos conceituados, ou até mesmo das situações ímpares que aparecem no dia a dia dos Vetores, e principalmente dos 5 minutos dedicados ao café. Aprendemos a rabiscar, refinar, e definir caminhos nessa última semana, filosofamos com frases como “A menor aplicação pode ser grande, desde que esse grande seja pequeno” nos divertimos no fim das tardes tocando violão ao pôr do Sol e por fim vamos pra casa com muito, mas muito mais conhecimento. Fazer parte desse clã me faz perceber que pra fazer Design não adianta só saber desenhar, vi que devo saber usar imagem com ética, esse é o ensinamento original desse clã, o Clã Imagética. DIÁRIO DE BORDO 2010.2.3: E eu que nunca soube por que desenhei em toda minha vida. 4 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor Depois de passar por vários processos de levantamentos de dados, brainstorms, pesquisa teórica e pesquisa Imagética, o projeto brigadeiria e o projeto carnaval agora colocam a mão no lápis, a cabeça nos painéis semânticos e iniciam uma maratona de desenhos, imaginando como seria a logo de cada um. Os desenhos são baseados em seus arquétipos, nas suas formas, cores, texturas e conceitos (painéis semânticos). A dupla do projeto carnaval (Bloco Pé de Samba) vem desenvolvendo alternativas, através de traços livres. Formas redondas, com texturas mosaicas, são as base para que saia de um simples esboço uma grande marca. Foram desenvolvidos caminhos que retratam Boêmios, sambistas, árvores – um pé-de-samba ,instrumentos musicais Já a dupla do projeto brigadeiro (Brigadeiria Cacaueiro) escolheu em suas formas linhas verticais, com texturas em xadrez, optando por traços cada vez mais simples.Os caminhos escolhidos foram os que remetem a brigadeiros, chocolates artísticos, formas geométricas e referências que lembram nobreza e arte. O grande segredo desse momento de geração de alternativas através do desenho, é não se preocupar com detalhes, e sim fazer esboços que possam ser entendidos, economizando tempo para registrar mais idéias. Uma dinâmica de grupo com o jogo “Imagem e ação” foi adotada essa semana, para que pudéssemos abrir nossas mentes e facilitar o entendimento de que uma idéia pode ser transmitida com agilidade e simplicidade. A vida não é fácil, e criar um esboço de como seria a logo de uma empresa é uma responsabilidade muito grande, mas com a ajuda de pessoas que amam o que fazem, com a boa musica e, claro, o café, podemos olhar pro papel, rabiscar e esboçar alternativas que caberiam com as características semânticas de ambos. A cada processo de construção da identidade visual, percebo que a sétima lei de John Maeda que diz “mais emoção é melhor que menos” é inevitável. O amor pelo que se faz é peça chave pra o sucesso do design. Timeline
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