DIÁRIO DE BORDO 2010.2.6: Dos traços aos bits.

25 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao fim no projeto vetor. Depois de muito papel riscado, muita idéia rabiscada, aplicações, malhas construtivas, finalmente chegou o momento das logos nascerem no mundo digital. Corel Draw e Illustrator são agora as ferramentas pra levar os projetos um passo à frente no processo.

Pra mim foi diferente chegar no computador com algo completamente definido. Claro que algumas coisas ainda ficaram para serem testadas e melhoradas no ambiente digital, mas a comum insatisfação com uma idéia mal nascida, que parecia muito legal no papel, mas quando chegava na finalização no computador perdia todo seu encanto, desapareceu.

Mas também não era pra menos. Cada logo foi estudada e planejada à exaustão. Cada detalhe foi pensado pra se encaixar dentro de um plano maior, que era transmitir os valores da empresa que estava ganhando uma nova identidade visual.

Foi muito fácil até de construir as logos digitalmente, já que todo o roteiro de construção das mesmas já havia sido definido antes. E foi muito legal vê-las surgir na tela do computador tal e qual elas terminaram no papel. Tanto que quando cada dupla terminava o trabalho de vetorização da sua logo, chamava os demais para ver o resultado final, que não era surpresa pra ninguém, mas que enchia de orgulho.

Mas ainda tem muita coisa pra finalizar. As aplicações ainda não sairam do papel, mas aos poucos serão também finalizadas no computador, e à medida que isso vai acontecendo, vai ficando cada vez mais claro a importância de todo o processo anterior de elaboração de idéias de forma exaustiva no papel.

Em pouco tempo teremos o material básico das identidades visuais prontas para a apresentação, e depois daí, outra etapa se inicia. Mas quando a gente chegar lá, a gente conta!


Comente aqui


DIÁRIO DE BORDO 2010.2.5: Estou a dois traços do paraíso.

15 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor



Continuamos nossa caminhada rumo à finalização das nossas marcas. Finalização à mão. Mas por que ainda continuamos no processo manual de criação? – você pergunta – porque ainda não foram esgotadas todas as possibilidades de alternativas que podemos gerar.

Nesta semana tivemos três dias úteis de trabalho graças ao feriado prolongado/imprensado do dia 12 de outubro.  Nestes dias decidimos qual seria a alternativa de marca “vencedora” entre nossas idéias para ser melhor trabalhada. Agora temos que aplicar nossa logo nos materiais que serão utilizados em nossas empresas.

Os reis do brigadeiro escolheram o desenho que reflete o posicionamento da Cacaueiro Brigadeiria: imponente, limpo, bonito, clássico, e chique. A marca será aplicada em camiseta, avental, chapéu de mestre cozinheiro, cardápio, transporte, embalagem, uniforme, crachá, sinalização interna e externa e nas louças, a priori.

Os malandros pés de samba escolheram o desenho que reflete a boemia, conceito do Bloco Pé de Samba. A marca será aplicada em camisetas (para o desfile do bloco, para uso casual e para apresentações mais pomposas), estandarte, bandeira, instrumentos, crachás, bolsas (mochilas e porta-instrumentos) e chapéu, a priori.

A brincadeira está em fazer todas estas aplicações à mão! Isso mesmo! Então você pergunta: ‘Por que não vetorizar logo os desenhos e começar os testes no computador?’Pelo fato de que é muito mais rápido registrar as novas idéias num rabisco. Quanto mais tempo gastamos no computador finalizando UMA idéia, menos vamos raciocinar, menos idéias novas e diferentes vamos registrar. E se o resultado não agradar, volta-se à estaca zero.  Neste tipo de abordagem estão fortemente diluídos os conceitos de projeto: planejar, representar por meio de projeção; e de design: denomina-se Design qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato.

O processo criativo continua forte em nosso trabalho, agora nossos esforços estão concentrados em como ser criativos dentro do desenvolvimento da técnica em nosso processo: depois de usar da liberdade para desenhar as logos, é hora de estabelecer seus grids (ou grades) de construção. O que é isso? Pelo que entendi, grids são as formas geométricas que participam da geração das formas utilizadas na marca, que facilita sua reprodução em diferentes superfícies e plataformas.

Quando terminarmos de desenhar todas as aplicações, com as devidas atenções aos novos detalhes, às correções e redimensionamentos estaremos prontos para a nova fase: usar o computador.

Confesso que, em outros tempos, já teria escaneado e vetorizado a marca, e no computador iria gerar suas possíveis aplicações. Paciência. A pressa é inimiga da perfeição. E no nosso caso, a imprudência é inimiga do design.


Comente aqui


Nomes para Empresas

13 de October de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

O nome da sua empresa é a primeira e mais básica ferramenta de comunicação da sua organização, é provavelmente a primeira coisa que todo mundo vai ouvir sobre o seu negócio e é a assinatura de tudo que sua companhia vai dizer ao mundo.

Ao longo do tempo, nós desenvolvemos um método para definição de nomes, composto das seguintes etapas:

Etapas para escolha de um nome

1. DETERMINAÇÃO DO PERFIL DA EMPRESA
O ideal é que, antes de tudo, a empresa possua um perfil bastante claro, composto minimamente de FOCO, MISSÃO e POSICIONAMENTO. Se sua empresa não possui uma definição clara de perfil, não adianta continuar e tentar encontrar um bom nome para ela. Se você ainda não sabe o que quer dizer, não há nome capaz de ajudá-lo. Primeiro as primeiras coisas – resolva os problemas de identidade da sua empresa trabalhando os determinantes de marketing explicitados acima e só depois volte e continue o processo de escolha do nome. Prometo postar algo mais elucidativo sobre perfil em breve.

2. BRAINSTORMING
O perfil da empresa é apresentado à equipe que vai trabalhar na busca do nome, e esta produz uma enorme “tempestade cerebral”. Cada pessoa diz a palavra que pensar, sem restrições, e as palavras são registradas em um quadro. Para esse momento é interessante mesclar pessoas mais próximas e mais distantes do processo produtivo da empresa – mentes impregnadas de conceitos inerentes ao tema e mentes, por assim dizer, puras. Como em todo brainstorming, é importante estabelecer um tempo (nós usamos 20 minutos) e enfatizar que não é permitido boicotar qualquer palavra apresentada durante o processo. As ideias mais esdrúxulas às vezes abrem os melhores caminhos.

3. TRIAGEM DO BRAINSTORMING
Essa etapa também poderia chamar-se DEFINIÇÃO DOS CAMINHOS DE PESQUISA. A triagem é feita através do agrupamento das palavras que apontam para um mesmo CAMINHO, por exemplo: “cachorro” e “gato” poderiam ser agrupadas no caminho “bicho de estimação”. Em outro caso, as palavras “gato”, “leão” e “tigre” poderiam apontar para o caminho “felinos” enquanto a palavra “cachorro” poderia ir para outro lugar. Tudo é dinâmico e depende do contexto.

4. APROFUNDAMENTO DOS CAMINHOS
Após a triagem do brainstorming, a equipe deve eleger os caminhos mais interessantes, aqueles onde há nomes que, por mais que não representem boas alternativas em si, carregam significados relevantes para o processo, comunicando bem as ideias constantes do perfil. Uma intensa pesquisa deve ser realizada para os caminhos selecionados para aprofundamento. O objetivo é aumentar o número de palavras inicialmente listadas para cada caminho, extrapolando o conhecimento acumulado do grupo, agora em um esforço direcionado. São bem vindos dicionários, dicionários de sinônimos, Internet e outras pessoas que, olhando para o conjunto inicial de palavras, possa contribuir positivamente.

5. ESCOLHA DO NOME
Dentre os nomes registrados nos caminhos eleitos para aprofundamento, o grupo deverá selecionar aqueles que podem efetivamente batizar a empresa. Selecione os nomes de acordo com os 5 critérios abaixo. Entre eles não há diferença de peso – qualquer um pode derrubar o uso de um nome. Costumamos atribuir, para cada nome, nota de 1 a 5 para cada critério. Se um nome tiver nota abaixo de 3 em qualquer um dos critérios, ele provavelmente não servirá. Use o bom senso.

a) Relação com o Tema
Um bom nome necessariamente terá forte relação com a missão da empresa. Quanto mais claramente um nome for capaz de comunicar o que a empresa faz, melhor será. Não se concebe um negócio de vender “laranjas” que se chame “bananas”. Com isso você conseguiria gerar uma grande confusão na cabeça do consumidor, nada mais. Também não há motivos para chamar a loja de laranjas de “Quitandinha da Fulana”, “Doce Sabor” ou “Orange’s”, distanciando-se do objetivo da empresa. Tente manter o foco. Bons nomes poderiam surgir através do simples acréscimo de uma característica do produto ou do negócio: “doce laranja”, “laranjas frescas” ou “laranjas em domicilio” supondo uma loja de laranjas que deseje concentrar-se em fazer entregas. Esses nomes funcionariam melhor do que qualquer outro que não remetesse ao negócio da empresa. São nomes menos charmosos, mas comunicam muito bem e comunicar bem é melhor do que ser charmoso, acredite, principalmente no varejo, onde as pessoas sempre tem pouco tempo para entender o que você faz.

Se você leu até aqui deve estar se perguntando sobre uma série de nomes famosos que não tem nada a ver com o negócio das empresas que os detém. É importante entender que qualquer nome pode funcionar. Tudo depende de quanto tempo você terá para investir e de quanto dinheiro você poderá colocar no processo, além, é claro, do quão eficaz será sua estratégia de apresentação. A loja de vender laranjas chamada “bananas” que usamos como exemplo negativo anteriormente pode fazer muito barulho, fomentar muita mídia espontânea e atrair muita atenção em um primeiro instante. Se você conseguir bolar uma estratégia de comunicação capaz de tirar proveito disso, vá em frente. Tudo sempre será mais complexo e caro para você, mas… pode ser mesmo mais eficaz. Use o bom senso.

E por falar em frutas, uma das empresa mais revolucionárias do mundo se chama “Apple” (Maçã). É uma empresa longeva o bastante para que ninguém discorde do seu sucesso e senhora de algumas realizações que notadamente marcaram a história da humanidade. Maçã, um péssimo nome, certo?! É importante mencionar, no entanto, que a maçã mordida que é símbolo da Apple representa o desejo, a sede do homem pelo saber (caso você não tenha feito o link, pense em Adão e Eva, na serpente e no “fruto proibido”…) e o desejo é um forte componente de todos os produtos da Apple, que sempre tiveram um forte apelo de design e uma forte relação com a moda. Assim, em uma análise mais abrangente, não existe a completa falta de relação com o tema que se pode inadvertidamente mencionar a princípio, embora essa relação seja muito mais subjetiva do que o recomendado e talvez não tenha sido intencional.

É bem verdade que a cada dia é mais difícil utilizar apenas o “nome” para comunicar a missão de uma empresa. A maioria dos bons e mais comunicativos nomes já foi efetivamente arrebatado por alguém, portanto, mais do que nunca, é preciso contar com a ajuda do “sobrenome” para comunicar o que a empresa faz. Assim como acontece com o nome das pessoas, o sobrenome é o texto complementar que referencia a família à qual ela pertence – no caso das empresas, a família é o segmento de mercado. “Simples Negócios Imobiliários” é o nome de uma imobiliária que tem por objetivo comunicar que é desburocratizada. O sobrenome “Negócios Imobiliários” é o responsável por dizer do que se trata a empresa e o nome “Simples” foi utilizado para frisar o posicionamento de mercado da mesma, seu principal diferencial. Com o uso de um sobrenome capaz de direcionar as pessoas para o segmento da empresa você ganha mais liberdade para trabalhar o nome, de modo que ele pode enfatizar características do negócio.

b) Individualidade
Fuja do lugar comum, desesperadamente! Se você vai abrir uma empresa de informática, provavelmente os primeiros nomes que vão surgir são: Sys Something, Qualquer Coisa Tech, iComputer, Some Byte. Diga NÃO! Você não quer ser mais um no meio de um monte de nomes sem criatividade, quer?!. Você estaria deliberadamente diminuindo suas chances de se destacar pela simples dificuldade que as pessoas teriam de lembrar seu nome. Antes de escolher um nome, verifique o que as pessoas têm usado. Pesquise. Identifique a tendência e vá para o outro lado.

c) Simplicidade
Simplicidade tem tudo a ver com “apreensão de significado”. Se as pessoas não podem entender o que você está dizendo, você é complicado e ninguém quer mais complicação para sua vida. Procure palavras que possuam significado, que sejam capazes de comunicar algo, de posicionar sua empresa, que carreguem idéias e assegure-se de que essas idéias podem ser compreendidas pelo seu público alvo. Se o seu público é mais erudito, palavras menos comuns, mas próprias do universo em questão são bem vindas. Se você vai lidar com o grande público, não complique. Evite o uso de palavras de outros idiomas, mas, obviamente, se você está abrindo uma empresa com forte tendência a internacionalização ou que já nasce internacional, use um idioma coerente com essa condição – se você vai trabalhar na América Latina, o espanhol provavelmente será a melhor opção; se você vai mais longe, talvez o inglês seja mesmo o melhor caminho. Mais uma vez: use o bom senso.

Muito antes de estudarmos profundamente o processo de batismo das empresas ou de “naming”, como as agências gostam de chamar, escolhemos o nome “Innesco” para nossa empresa de marketing. É um péssimo nome, embora tenha um belo significado. O fato é que este significado não pode ser apreendido por quase ninguém. “Innesco” é uma palavra do italiano e refere-se à energia necessária para iniciar o processo de combustão, à ignição. Na época, nós queríamos um nome capaz de representar o nosso desejo de entrar nas organizações e prover um monte de energia para elas, portanto achamos o nome ótimo, mas o fato é que as pessoas escutam o nome e não tem a menor ideia do que ele significa, ou seja, ele não significa nada. Quando você pensar em usar um nome, lembre-se que você não estará do lado das pessoas explicando o que ele significa. Bons nomes precisam ter um mínimo de independência quanto à transmissão de seu significado. Resultado: migramos o nome “Innesco” para o nome do grupo, que não será comercialmente utilizado, e estamos procurando um nome mais “simples” para a empresa de marketing. Alguma sugestão?

Não use siglas! Siglas são tão vazias quanto qualquer palavra que não pode ser compreendida. O nome IBM, por exemplo, não quer dizer nada. Poucos são capazes sequer de lembrar o nome completo da empresa. Claro que hoje, depois de tanto tempo, a sigla IBM significa algo para as pessoas, mas é o significado que anos de propaganda conseguiu enfiar-lhes goela abaixo, sem nenhuma ajuda do nome propriamente dito. Por que refutar a ajuda de um bom nome se você pode tê-la?

A contento, a sigla IBM vem de “International Business Machines” (Máquinas de Negócios Internacionais), um nome que, embora danosamente longo, tem o mérito de proporcionar a ideia de “robustez” que foi mesmo o principal diferencial da IBM durante muitos anos. O fato é que essa ideia se perde com o uso da sigla simplesmente, que não carrega nenhum significado intrínseco. Em uma das esquinas aqui de Fortaleza há uma loja de móveis chamada LBM – eu não sei de onde veio essa sigla, nem quero saber. Péssimo nome! Bem parecido com o da gigante IBM e igualmente desprovido de significado.

O uso de siglas é uma tentativa equivocada e sempre mal sucedida de simplificar um nome longo. Melhor seria, desde o início, procurar nomes curtos. Quanto menor, melhor. “Oi” é o nome de uma das maiores operadoras de telefonia do Brasil. Nada mais simples e carregado de significado. A Oi assina suas campanhas com o slogan “simples assim” e fecha a maioria das suas propagandas com uma criança dizendo singelamente “Oi!”. Por sinal, a identidade da Oi como um todo funciona muito bem e ela consegue transmitir com brilhantismo a imagem de jovialidade e irreverência que se propôs. Ela tem uma grande e respeitada concorrente de fora que se chama “TIM”. TIM? Bom, de uma maneira geral, as operadoras no Brasil tem se saído bem no quesito simplicidade – “Claro” e “Vivo” também são bons exemplos de nomes simples, que carregam significados que podem ser bem explorados pela comunicação.

Nomes inventados como “Xerox” e “Google”, ambos notadamente bem sucedidos, diga-se de passagem, também se enquadram no grupo dos que nada conseguem dizer a princípio. Eles contam com outras ferramentas de marketing para emplacar e colar na cabeça das pessoas. Se você não tem milhões para gastar com publicidade, não invente. Se você deseja mesmo inventar, observe o som dos fonemas, pense na língua dos países onde seu nome vai ser usado, evite a cacofonia, enfim observe atentamente o próximo quesito: sonoridade. Se você vai inventar uma palavra, crie uma palavra boa de falar e fácil de ouvir.

Um último aviso: cuidado com o duplo significado de algumas palavras. O Unibanco utiliza um slogan que é um prato cheio para clientes insatisfeitos: “Unibanco, o banco que nem parece banco.” e as pessoas completam: “…parece um tamborete.”, que é um banco pequeno e desengonçado. O pessoal da propaganda certamente intencionou fazer um contraponto à imagem cheia de burocracia que a maioria das pessoas tem dos bancos, mas o tiro saiu pela culatra.

d) Sonoridade
Procure nomes fáceis de falar e de ser entendidos quando falados. Evite fonemas duvidosos que possam gerar questionamentos sobre a escrita das palavras – as cartas do Engenheiros do Hawaii não vão chegar com “X” nem com “Ch”. Sim, desconfie da capacidade intelectual das pessoas que vão escutar e escrever o nome da sua empresa. Evite sons fechados – “Ês”, “Ôs” e “Us” deixam todo mundo triste. Faça todos abrirem a boca para falar o nome da sua empresa – “Ás” e “És” são o grande lance, o que não significa que você não pode usar outras vogais, claro. Apenas assegure-se de que os sons predominantes do nome escolhido sejam abertos. Evite sons arrastados, chiados ou que possam causar qualquer outro tipo de interferência. Não queremos que as pessoas pareçam rádios mal sintonizadas quando pronunciarem o nome da sua companhia. Quando utilizar nomes compostos, observe os efeitos de cacofonia. Às vezes a junção de duas palavras pode resultar em uma terceira não intencional que tenha significado pejorativo, obsceno ou mesmo engraçado, um prato cheio para a concorrência. Fale o nome em questão no telefone. Teste o entendimento dos interlocutores: “NOME DA EMPRESA, Bom Dia!”. Apresente-se para pessoas fora do processo com o nome em teste: “Oi, eu sou o Fulano, da NOME DA EMPRESA!”. As pessoas do outro lado podem observar coisas que você não percebeu ou podem simplesmente não entender o que você disse, o que apontaria um problema de sonoridade.

e) Imagética
Escreva o nome em questão utilizando uma fonte comum como a Times New Roman ou a Verdana. Observe o desenho individual das letras no papel e o desenho do nome como um todo. Aqui não nos referimos ao logotipo, mas ao nome enquanto objeto gráfico que ele também é. Analise os aspectos visuais. Tente entender o nome como um desenho e verifique se o ritmo das ascendentes e descendentes é interessante, se não há vazios entre as letras provocando qualquer tipo de desequilíbrio visual. Sim, chame um bom designer gráfico para ajudar você. Observe, no caso de nomes compostos, se o tamanho das palavras é muito diferente – isso não é bom. É importante entender que, em um segundo momento, problemas imagéticos de um nome que realmente valha a pena podem ser minimizados por um bom trabalho de design, mas lembre-se que seu nome sempre precisará figurar em um texto no jornal ou em um blog na internet e nesses momentos ele não terá ninguém para defendê-lo. Ele vai ter que se responder ali, sozinho no meio das outras letras. Lembre ainda de verificar se a junção dos caracteres do nome não remete a nenhum emoticon desinteressante. Em uma época de comunicação via chat como a que vivemos, os caracteres falam e não seria interessante que o seu nome possuísse uma sequencia de caracteres como “olo”, que representa um “cotoco” no mundo da comunicação escrita – um bom incentivo para a concorrência brincar com você.

6. VERIFICAÇÃO DE DISPONIBILIDADE
Obviamente, é importante verificar se os nomes oriundos do processo de seleção estão disponíveis. Essa é uma etapa muitas vezes frustrante, mas que precisa ser encarada. Excelentes nomes e às vezes toda aquela campanha de marketing que surgiu na sua cabeça junto com ele precisam ser deixados de lado porque alguém chegou primeiro. É preciso verificar o “INPI”, o “registro.br” e, dependendo do caso, outros órgãos reguladores. Não caia na armadilha de começar a usar um nome pensando que o cara lá do Acre nunca vai achar você. Hoje, bons nomes têm sempre bons advogados buscando um pequeno motivo para processar alguém. Quanto à Internet, não desista de um nome só porque ele não tem domínio livre. Você sempre poderá encontrar um bom recurso para isso. Use sua criatividade – a Gol resolveu bem essa questão com o “voegol.com.br”, por exemplo.


Comente aqui


DIÁRIO DE BORDO 2010.2.4: O Clã Imagética.

8 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Há muito, muito tempo atrás, nasceu um clã cuja doutrina era regida pelas imagens e a ética. Era um clã formado por artistas, dentre eles haviam escritores, desenhistas, escultores, pintores, músicos e artistas marciais, eles eram conhecidos por “Vetores”. Os Vetores seguiam os ensinamentos de seu líder para realizarem as missões que eram solicitadas ao clã. Todos esses ensinamentos foram idealizados pelo Líder dos Vetores, ensinamentos que tinham como propósito eternizar qualquer tipo de mensagem ou marca que fora solicitada em alguma missão para que o clã realizasse. O Líder eternizou todos os seus ensinamentos em um pergaminho sagrado e o selou na mais profunda das cavernas próximas a sede do clã.
Mas o clã se desfez com o tempo, em algum período do tempo o Líder se foi como poeira no vento, e os seus seguidores se espalharam pelo mundo, até que o clã fosse totalmente desfeito.
Mas o clã não fora esquecido.

Em um dia de sol um jovem homem, tão esperto quanto o antigo Líder, que ainda acreditava nos antigos ensinamentos do clã e passou sua vida à procura do pergaminho sagrado, enfim o achou. Então ele decidiu reviver o antigo clã, agora com seus próprios conceitos e os antigos ensinamentos do pergaminho. Ele teve seu primeiro discípulo, um outro jovem sagaz que teve os conceitos forjados pelos ideais do novo Líder, e agora já é visto como um sub-líder. Agora o clã está se refazendo, os ensinamentos de como usar imagem e ética estão sendo passados novamente, os Vetores estão ressurgindo, e acreditasse que esse novo Líder seja descendente direto do primeiro mestre. O Líder e o sub-líder selecionaram quatro novos seguidores, e eu sou um deles.

Muitos dias já passaram desde que o pergaminho fora reencontrado, muitas lições foram aprendidas ao longo dessas semanas, e novos métodos de criação e eternização de imagens estão se tornando parte dos conceitos e princípios dos quatro novos Vetores. Então, nos últimos dias muitos traços foram feitos, o branco das folhas se tornou infinitamente infinito diante da imaginação de cada Vetor. Aprendemos a registrar cada idéia, que nada pode ser desconsiderado, mas que ainda é cedo para se prender no primeiro traço. Por isso, agora estamos na fase de refinação de idéias, simulações de aplicações, e definição dos caminhos.


As duplas se aliaram aos lápis de cores e canetas de finalizações para refinar cada vez mais a infinidade de rabiscos criados ao longo das duas últimas semanas e as marcas da Brigadeiria Cacaueiro e do Bloco Pé de Samba estão quase definidas. Mas os traços ainda não estão acabados, as refinações estão sendo feitas com muito esforço, e o melhor é que as duplas não se prendem somente nas suas próprias missões, muitas foram as vezes em que as soluções de uma dupla foi mais útil no projeto da outra, e vice e versa. E a ajuda do Líder e do Sub-Líder também é muito válida para a finalização do projeto. Uma das melhores lições que aprendemos foi com um jogo criado pelo Sub-líder, em que tínhamos 3 minutos para criar a identidade de uma marca e as aplicações dela, baseado somente no nome e na função da empresa.

São muitas as lições já aprendidas na sede desse clã, sejam elas passadas pelos éticos ensinamentos do Líder, que vão de simples jogos infantis a teorias de psicólogos conceituados, ou até mesmo das situações ímpares que aparecem no dia a dia dos Vetores, e principalmente dos 5 minutos dedicados ao café. Aprendemos a rabiscar, refinar, e definir caminhos nessa última semana, filosofamos com frases como “A menor aplicação pode ser grande, desde que esse grande seja pequeno” nos divertimos no fim das tardes tocando violão ao pôr do Sol e por fim vamos pra casa com muito, mas muito mais conhecimento. Fazer parte desse clã me faz perceber que pra fazer Design não adianta só saber desenhar, vi que devo saber usar imagem com ética, esse é o ensinamento original desse clã, o Clã Imagética.


Comente aqui


DIÁRIO DE BORDO 2010.2.3: E eu que nunca soube por que desenhei em toda minha vida.

4 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de passar por vários processos de levantamentos de dados, brainstorms, pesquisa teórica e pesquisa Imagética, o projeto brigadeiria e o projeto carnaval agora colocam a mão no lápis, a cabeça nos painéis semânticos e iniciam uma maratona de desenhos, imaginando como seria a logo de cada um. Os desenhos são baseados em seus arquétipos, nas suas formas, cores, texturas e conceitos (painéis semânticos).

A dupla do projeto carnaval (Bloco Pé de Samba) vem desenvolvendo alternativas, através de traços livres. Formas  redondas, com texturas mosaicas, são as base para que saia de um simples esboço uma grande marca. Foram desenvolvidos caminhos que retratam Boêmios, sambistas, árvores – um pé-de-samba ,instrumentos musicais
como o pandeiro, violão e cavaquinho característicos do samba.

Já a dupla  do projeto brigadeiro (Brigadeiria Cacaueiro) escolheu em suas formas linhas verticais, com texturas em xadrez, optando por traços cada vez mais simples.Os caminhos escolhidos  foram os que remetem a brigadeiros, chocolates artísticos, formas geométricas e referências que lembram  nobreza e arte.

O grande segredo desse momento de geração de alternativas através do desenho, é não se preocupar com detalhes, e sim fazer esboços que possam ser entendidos, economizando tempo para registrar mais idéias. Uma dinâmica de grupo com o jogo “Imagem e ação” foi adotada essa semana, para que pudéssemos abrir nossas mentes e facilitar o entendimento de que uma idéia pode ser transmitida com agilidade e simplicidade.

A vida não é fácil, e criar um esboço de como seria a logo de uma empresa é uma responsabilidade muito grande, mas com a ajuda de pessoas que amam o que fazem, com a boa musica e, claro, o café,  podemos olhar pro papel, rabiscar e esboçar alternativas que caberiam com as características semânticas de ambos.

A cada processo de construção da identidade visual, percebo que a sétima lei de John Maeda que diz “mais emoção é melhor que menos” é inevitável. O amor pelo que se faz é peça chave pra o sucesso do design.


Um comentário




Timeline




Categorias







Admin




Realização:

Imagética Design


Apoio:

Saraiva MegaStore

Apoie


   
   

© projeto vetor - uma iniciativa da © imagética design.