DIÁRIO DE BORDO 2010.2.11: Um molde em construção.

26 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana nós finalmente definimos o perfil do projeto “Vista a Camisa”!

No começo desta semana tivemos uma breve reunião com o cliente,  fazendo-nos ficar a par do englobamento do projeto, tornando viável então a capacidade de fazermos as alterações necessárias no perfil que precisávamos definir para delinear as pesquisas iniciais.

O perfil de uma corporação é muito importante, pois transparece suas características e seus valores, determinando a sua posição no mercado (seu principal diferencial).

Decidimos também o conceito, as cores, as formas e as texturas, que como referência, é fundamental existir a pesquisa de imagens. Mas enquanto o painel semântico não está pronto, não custa nada citar os tópicos que futuramente dará um melhor rumo e forma ao nosso projeto:

Conceito
Atitude e prosperidade.

Cores
Laranja, verde.

Formas
Linhas diagonais, ângulos agudos e triângulos.

Textura
Têxtil, tecido (natural)

Decidimos trabalhar com o conceito atitude porque é o ponto de partida para fazemos qualquer mudança. No conceito a prosperidade mostra claramente onde queremos chegar, o objetivo a ser alcançado.

A cor laranja transmite atividade, abundancia e inspiração. Enquanto a cor verde reflete natureza, esperança, generosidade, vida e principalmente prosperidade.

Nas formas, diagonais e angulares, transmitiremos todo o movimento e direção que visamos alcançar. A textura de tecido tem uma identificação forte com o nosso principal produto, que é a camisa.


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Sobre Apresentações e Reuniões com Clientes: Parte 01 – Preparando o palco

22 de November de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

Hora do show. Nada resume melhor esse momento de um projeto do que essa expressão. Após passar pelas etapas de pesquisa, definição do perfil (determinantes de marketing e determinantes de comunicação) da identidade corporativa, conceituação, painéis semânticos, geração e filtragem de caminhos e alternativas, seleção e refinamento da alternativa mais adequada, geração e filtragem das aplicações, refinamento e renderização das aplicações, muitos dias e xícaras de café depois, chega o momento de apresentar o resultado. Esse momento é tão crucial que merecia um post só dele.

Um ótimo projeto se for mal apresentado pode – e certamente irá – jogar tudo por água abaixo. Um projeto mais ou menos se for muito bem apresentado certamente será aprovado. E até mesmo um projeto ruim – muito ruim – se for excelentemente apresentado pode ser aprovado! Nenhuma dessas situações é interessante. Não adianta apenas ser bom ou parecer bom, o ideal é transparecer, ser bom e ser mostrado como tal – e em tudo não é assim?

Uma apresentação – sobre o que quer que seja – se assemelha a uma dança. Em um par que dança uma música um conduz os passos e o outro segue seus movimentos. Um bom interlocutor sabe conduzir uma apresentação, impondo a ela o ritmo correto para que o espectador sinta-se confortável nessa dança, sem sentir-se forçado em certa direção. Outro aspecto importante é que se você não conduzir essa dança no ritmo correto, pode acabar sendo conduzido pelo cliente, e sabe-se lá aonde essa dança vai levar sua apresentação.

Condução da Apresentação

Tendo isso em mente, vale ressaltar alguns aspectos antes de começarmos a falar sobre essa condução, as atitudes e momentos “pré-apresentação”, preparações do palco para esse show, que valem como norma orientativa – são flexíveis e não “regras” rígidas – para quase todas as reuniões. O cliente estava no universo dele – na maioria das vezes um tanto conturbado, com muitas coisas a resolver e mais coisas ainda na cabeça – e deve sair desse universo para adentrar o universo projetual, o universo da identidade em construção, para ser conduzido por você através de uma viagem dentro desse novo universo. Como fazer isso?

Acredite: tirar o cliente do mundo caótico de pensamentos, problemas e compromissos não é fácil. Se você tentar fazer isso dentro da empresa dele será praticamente impossível! Procure agendar reuniões com antecedência e fora da empresa do cliente. Se você não possui uma sala de reuniões ou escritório próprio peça emprestado a um amigo, ou alugue uma. Uma boa solução é ver um escritório virtual, onde você paga uma pequena taxa referente a um plano e pode utilizar salas de reuniões de acordo com a disponibilidade.

Sair de um ambiente e ir para outro facilita a mesma transição psicologicamente, de deixar as turbulências do lado de fora da sala de reunião, mas não é garantia de que isso ocorra. Prazos estourando, problemas que surgem na última hora, ações a serem tomadas etc. são pensamentos que acompanham um empresário facilmente e causam interferência – seja na interrupção da reunião, na falta de atenção ou mesmo causando ruído na comunicação – numa apresentação. Se o tempo não está a favor do empresário pode estar ao seu favor. Agende suas reuniões para o final do expediente ou após ele. Se um empresário tem uma reunião de uma hora às 17:30 algo que não foi resolvido até as 17:00 pode ficar para amanhã. Tendo ciência desse horário o cliente procurará resolver tudo antes e é improvável que haja interrupções com ligações de sua secretária fora do expediente – ainda some a vantagem de evitar o trânsito da hora do rush – e a cabeça dele terá dado o dia por encerrado (a maior parte), podendo esvaziar a mente para receber o conteúdo preparado por você.

Esvaziar a mente para receber algo novo – conhecimento ou informação – é extremamente importante, mas nem todos têm isso como um hábito natural. Ajudar o cliente a relaxar para esvaziar a mente e ficar apto a receber as informações é fundamental, já que ele provavelmente não dirige meditando até a reunião. Oferecer um café, um chá com biscoitos, deixar um som ambiente agradável, odorizar a sala com um aroma não forte – sabia que a lavanda é um aroma com propriedades calmantes comprovadas até mesmo para no combate à insônia de bebês? – e sem exagerar na dose, conversar um pouco sobre um assunto ameno antes da reunião, tudo pode fazer diferença no clima da apresentação.

Assegurando-se de cuidados como esses a reunião ou apresentação tem tudo para começar com o pé direito, e você tem tudo para dar esse primeiro passo e continuar conduzindo o cliente durante todo o tempo.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.10: Vestindo a camisa.

22 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao final no Projeto Vetor. Como vocês sabem, iniciamos um novo projeto de identidade visual essa semana, o Vista a Camisa.

A semana estava programada para começar com uma reunião com os clientes, idealizadores do Vista a Camisa, para tentarmos fechar o perfil da “empresa”, mas infelizmente não foi possível. O que foi uma pena, pois seria interessante ter esse primeiro contato com um cliente real dentro do projeto. Mas contornando a falta da reunião, foi elaborada uma entrevista por email, que foi prontamente respondida, e nos deu a base para construir o perfil do Vista a Camisa, que ficou assim:

DETERMINANTES DE MARKETING

Foco (necessidade humana que atende)
Relacionamento das pessoas com o planeta de forma sustentável

Missão (como atende essa necessidade)
Por meio da venda de camisas

Posicionamento de mercado
Contribuir para um mundo mais sustentável ajudando as instituições engajadas em causas sustentáveis

Posicionamento de valor
Mais pelo mesmo

Valores

Solidariedade, Sustentabilidade, Paixão, Qualidade, Seriedade, Transparência, Irreverência, Juventude

DETERMINANTES DE COMUNICAÇÃO

Arquétipo
O Prestativo

Nome
Vista a Camisa

Temos feito bastante pesquisa sobre o tema da sustentabilidade de forma geral, para compreender a real abrangência do conceito, que é muito mais do que apenas ambiental. Temos focado em pesquisas de materiais e processos sustentáveis para a confecção das camisetas e também para o restante das peças gráficas. Por que afinal de contas, se vamos vestir a camisa da sustentabilidade que seja pra valer.

Fechamos a semana de hoje fazendo o brainstorm para tentar definir o conceito que vai nortear o projeto e as pesquisas da próxima semana, que serão pesquisas imagéticas que ajudarão a compor os painéis semânticos que forem necessários. Mas no próximo Diário de Bordo vocês ficarão sabendo sobre isso!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.9: Interseção.

12 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Iniciamos a semana com emoção: a apresentação do produto final para o cliente e o início da segunda parte do projeto vetor: a chegada de um novo projeto.

Depois de todas as correções e correrias, finalmente apresentamos a marca e a identidade visual do Bloco PéDeSamba e Cacaueiro Brigadeiria ao cliente. Na verdade, como já sabemos, este cliente é fictício, portanto nos apresentamos aos colegas que não acompanharam os processos, com esta finalidade. Estes foram divididos em três tipos: o cliente curioso, que pergunta tudo sobre como o material foi pensado; o cliente que gosta de tudo, que aprova todas as peças na primeira vez que as vê; e o cliente “olho de águia”, que encontra erros, defeitos, propõe alterações, faz perguntas, enfim, que interage muito com os designers durante a apresentação. Os trabalhos foram aprovados e os clientes-colegas ficaram satisfeitos com os resultados finais.  Está curioso? Eis uma pequena amostra do que foi apresentado nesta segunda-feira:

O processo acabou? Não! Está na hora de começarmos a diagramar o manual de identidade visual das nossas marcas. Mais uma vez, iniciamos nosso dia de trabalho com uma mesa-redonda para discutirmos o que foi bom e o que não funcionou durante a apresentação, além da listagem dos pontos a serem abordados no material do manual. Depois disso, vem a grande novidade: o novo projeto! Cliente real, mas filantrópico.

Este novo projeto se chama “Vista a Camisa” que tem como idéia principal arrecadar fundos para ajudar projetos sociais que fazem um trabalho legal na cidade. Esta arrecadação virá da venda de camisetas. Todo semestre, o “Vista a Camisa” trabalhará com um tema específico e ao final dele irá transformar o dinheiro das vendas em benefícios para o projeto social escolhido. Vamos ter que desenvolver a marca e a identidade visual, além de material para internet, já que a venda de camisas se dará por meio do site. Faremos um levantamento das ações promovidas na cidade, bem como das empresas que podem se tornar patrocinadores da idéia. Estamos muito empolgados com a novidade. Temos menos tempo para a execução do projeto, mas desta vez ele será feito a quatro mãos. Isso mesmo, as duplas viraram um quarteto.

Mas e quanto aos manuais? Faremos ao mesmo tempo.  Aí entra a função principal de um cronograma bem planejado e nosso novo amigo de aventuras: o SCRUM. Scrum é um quadro onde dividimos as tarefas e seus respectivos representantes; ele aponta as quatro etapas da confecção do trabalho: atividade por fazer, em andamento, a verificar e concluída. Parece com uma pista de corrida em que os carros são os post-it’s contendo nossas tarefas, o que possibilita maior controle sobre a execução delas.

Agora estamos num momento de interseção entre o antigo e o novo desafio. Como será o resultado final?

Até a próxima!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.8: E eu que pensei que saber desenhar bastaria.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Já se passaram dois meses desde o início do projeto vetor, e esse foi o tempo que nos foi designado para finalizar os nossos primeiros projetos. Ao longo de todas essas semanas muito conhecimento foi absorvido, novas teorias foram aprendidas e muitos conceitos evoluíram.

Cada dupla de Vetores ficou incumbida de criar identidades para duas empresas totalmente diferentes, assim nasceram o Bloco PéDeSamba e a Cacaueiro Brigadeiria. As primeiras ideias para as identidades foram sempre registradas a mão, e foi nessa hora que vimos a grande diferença entre desenhar e projetar. Nós não desenhamos aleatoriamente qualquer coisa que fizesse lembrar um brigadeiro ou um malandro do samba, na verdade projetamos tudo com base nos estudos que fizemos, e cada traço feito tinha referência nas pesquisas teóricas e imagéticas que levamos semanas para concluir. E isso levou as duas duplas a resultados realmente bons ao fim dos projetos, e então foi o momento de criar um script de como seria a apresentação de ambas as marcas para nossos respectivos clientes.

É a hora de mostrar para o cliente toda a história que tem por traz de sua marca, que conseguimos projetar tudo aquilo que ele realmente estava querendo que sua marca representasse, que cada traço tem um significado.

E agora, na última semana, fizemos simulações de apresentações das marcas para a equipe, foi uma apresentação interna, mais para observar quais estão sendo os pontos fracos e fortes de cada apresentação, é a hora que paramos e verificamos cada detalhe, para que nada possa passar despercebido e que faça tudo sentido.

Agora vejo que querer entrar para o mundo do Design não é só por que você sempre desenhava na hora da aula, saber desenhar é importante, mas não basta, o desenho tem que fazer sentido, e para fazer sentido não adianta ser um desenho qualquer, os traços precisam ser feitos por alguma razão, cada traço tem seu significado, por isso fazemos tantos estudos, pegamos referências e adquirimos mais e mais conhecimento, para que tudo tenha sentido nos nossos projetos, e esse é o momento em que paramos de desenhar e começamos a projetar.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.7: O início do fim.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana finalizamos as aplicações necessárias dentro das identidades visuais projetadas. Todas as aplicações são feitas primeiramente a mão, da mais simples (como um cartão de visitas), até a mais complexa. Todos os detalhes são analisados, pensando em como inserir a logo, texturas e grafismo, tudo isso alinhado com a identidade e mantendo a coerência para que todas as aplicações formem uma unidade.

O Bloco PéDeSamba procurou aplicações da sua identidade visual em instrumentos como o tamborim, repique, cuíca, caixas de guerra, marcações etc. e criaram diversos modelos de blusas, estandartes e bandeiras, tudo isso, claro, baseado nos seus conceitos, formas, cores e textura.

Pensando da mesma forma a Cacaueiro Brigadeiria também desenvolveu as varias aplicações necessárias: caixas de chocolate, cardápios, papel timbrado, cartão de visitas, fardamentos, fachada etc.

Depois partimos para o computador para a vetorização ou renderização das aplicações, para termos uma visão mais exata de como ficará o produto final. Tudo deve ser pensado antes de ir ao computador, que é um instrumento de execução e não de criação – a criação no papel é mais rápida e eficaz. A facilidade de entendimento do cliente é fundamental, por isso um bom redering comunica muito mais que as vetorizações chapadas (não confundir os arquivos de execução com os que devem convencer ao cliente de que aquilo se trata de uma peça real).

Encerramos a semana com uma apresentação interna, para corrigirmos detalhes de ultima hora, e agora faremos o arquivo de apresentação para o cliente, mostrando que o projeto atende os aspectos formais e funcionais.


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