DIÁRIO DE BORDO 2010.2.19: It’s show time.

10 de February de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Estamos chegando no final do nosso segundo projeto, e é chegada a hora da grande apresentação final. Estamos elaborando a apresentação do Vista a Camisa, que está ficando muito boa, modéstia à parte. Mas como se prepara uma apresentação? O que mostrar, quando mostrar, como mostrar?
Não existe receita de bolo pra isso. Cada projeto tem suas peculiaridades e consequentemente vai pedir uma apresentação diferente. Tanto na ordem da apresentação, no ritmo e até mesmo no clima. Uma apresentação de um projeto de uma marca séria, vai pedir uma apresentação com esse clima, já a de uma marca mais despojada pode se utilizar desse espírito para conquistar ainda mais o cliente. Lembrando sempre que não se trata de convencer o cliente que seu projeto é bom, ele deve ser bom desde o ínicio, você vai apenas mostrar que ele é bom.
Contudo, mesmo que cada projeto peça algo diferente, existem algumas dicas que podem ser seguidas para construir um roteiro de apresentação.
Relembrar: Se não for a primeira reunião que você tem com o cliente, com certeza você já apresentou fases anteriores do projeto pra ele. Então vale a pena recapitular o que já foi apresentado, trazendo aos poucos o cliente outra vez para dentro do projeto e preparando o terreno para o material novo que vai ser apresentado. Geralmente aqui relembramos o perfil da empresa e os painéis semânticos, reafirmando o conceito, as cores e as formas do projeto.
Contar uma história: Chegou a hora de mostrar a marca em si. Mas não dá pra simplesmente baixar a cortina e mostrar o resultado final assim do nada. É preciso construir uma expectativa pelo que vai ser mostrado, e pra isso uma boa história dá conta do recado. Tente construir uma narrativa atraente, utilizando dos elementos, conceitos e idéias que levaram à concepção da marca. Um bom discurso consegue vender até a mais fraca das idéias, mas até mesmo uma boa idéia pode ser arruinada por um discurso ruim.
Capitalizar: Não, não é a hora de ganhar dinheiro, é a hora de mostrar que o dinheiro do cliente valeu a pena. Depois de mostrar o “peixe”, agora você vai valorizá-lo. Esse é o momento de mostrar que a idéia não saiu de um lampejo de inspiração no meio de um sonho. É aqui que você vai deixar claro que trabalhou (e muito) pra chegar até a solução apresentada. Mostrar rascunhos, desenhos e rabiscos dos vários caminhos pensados, mostrar que a marca foi pensada dentro de uma lógica construtiva, todos os pequenos detalhes que ficam ocultos quando apenas se mostra a marca.
Hora do show: Agora é a hora do show propriamente dito. Depois de servir o prato principal, é o momento de mostrar como a marca vai funcionar e de construir a identidade visual, apresentando as aplicações que foram pensadas. Aqui o “visual” é muito importante. Invista nos “renderings” para dar ao cliente a sensação mais próxima possível de como vai ficar o material finalizado. Lembre-se que as aplicações vão ganhar forma física, e vão ter um tamanho, forma e texturas específicas, projetadas por você, e isso tem que ser mostrado para o cliente de alguma forma. Apenas mostrar as duas lâminas de um cartão de visitas, sem idéia de proporção e do material que ele vai usar, é bem menos atraente do que uma imagem que mostre uma pequena pilha de cartões em  uma mesa, junto com outros materiais, dando ao cliente a real sensação de como vai ficar.
Finalizando: No final faça um pequeno apanhado geral do que foi apresentado, e procure encerrar a apresentação com alguma última surpresa, de maneira marcante. Pode ser uma frase de efeito, uma imagem que reforce a idéia da marca, ou até mesmo uma música. O importante é não terminar com apenas um “The End”.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.18: Depois da arquitetura vem o design de interiores.

28 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Logo depois de todo o estudo de fluxo, e de listar todos os caminhos possíveis que o usuário poderá ter dentro do site, e de termos feito um mapa de site compreensível, criamos uma estrutura fixa para o site.

Temos um arquiteto na equipe, e sua ajuda foi bem útil na hora de “arquitetar” a estrutura do site. Levando em consideração o nível de importância de cada link, página e conteúdo durante a criação da arquitetura do site, a estrutura ficou decidida e agora veio a hora da criação do layout baseado em todo o projeto.

Na teoria, é como pensar em um prédio e em sua arquitetura. O site seria o prédio, e seus andares seriam suas páginas. Todos os “andares-páginas” do “prédio-site” têm a mesma estrutura, o design do interior pode ser o mesmo, mas o seu conteúdo pode ser diferente.
Com isso na mente, passamos de arquitetos para designers de interiores.

Assim saiu o layout do site, e é mais do que óbvio que ele veio depois de muitos traços à mão mesmo. Agora ele já está em fase digital, quase pronto para funcionar, em ponto de bala.

Mas mesmo assim, mesmo estando tão avançados no projeto, fizemos um check-list de tudo que já foi feito e vimos que ainda passamos direto por alguns pontos, então, enquanto alguns Vetores continuam a empurrar o site pra frente, outros voltaram um pouco nas tarefas perdidas para que o projeto chegue completo no final.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.17: Caindo na rede.

27 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Não, a gente não tirou a semana pra dormir. A rede que a gente caiu de cabeça essa semana, foi a rede mundial de computadores. Os esforços da equipe do projeto vetor foram voltados para a elaboração do site que vai mostrar o Vista a Camisa para o mundo.

Começamos a semana levantando e listando o conteúdo do site e suas necessidades de navegação. Com isso foi possível identificar itens que se repetiam em várias áreas do site e classificar todos segundo um nível de importância para o usuário.

Com isso pronto, passamos para uma parte muito importante do desenvolvimento do site, que é o fluxo de navegação. Colocamos todos os itens no quadro com “post it” e criamos as ligações entre eles, tentando reproduzir os caminhos do usuário pelo conteúdo. Fazendo isso foi possível perceber melhor como o site iria funcionar e também encontrar lacunas no conteúdo que só se fizeram evidentes quando “buracos” surgiam durante a navegação.

Com o conteúdo todo fechado e o estudo de fluxo feito, começamos a pensar nas estruturas necessárias para receber o conteúdo requerido pelo site, buscando agrupar os itens com o mesmo nível de importância na mesma estrutura e mantendo-as sempre nos mesmos locais. Tudo para ajudar o usuário a criar uma rotina de navegação e assim ficar mais fácil encontrar o que ele precisa no site.

Mas pensou que daí a gente já estava pronto pro layout? Ainda não. Voltamos para o conteúdo, listando-o dessa vez para cada página individual, indicando onde cada um se encaixaria dentro da estrutura proposta.

Foi bastante trabalho, mas chegamos no final da semana com uma estrutura de site coesa, pronta para ser trabalhada visualmente na fase de layout e ganhar a cara do Vista a Camisa.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.16: Cores, formas, rabiscos e agora… pixels!.

14 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Esta semana foi muito produtiva. Finalizamos o que foi definido como prioridade gráfica do projeto Vista a Camisa e fizemos algumas mudanças importantes nas aplicações. Testes de redução, finalização das estampas e colorização, divisão de tarefas… Mais uma vez o SCRUM (nosso quadro de tarefas) foi peça fundamental para dar ritmo à nossa produção. O desenvolvimento da embalagem foi o nosso foco principal nos últimos dias, mudamos seu formato e fizemos bonecos para testá-la. Para quem não sabe o termo “boneco” se refere ao protótipo, uma experimentação para sabermos se o modelo realmente funciona e quais ajustes devem ser feitos nos vincos e cortes. Graças a estas mudanças, tivemos que repensar as aplicações de cartão de visitas e tag, que estavam intimamente ligadas ao modelo anterior.

A partir de agora, focaremos nossos estudos e esforços no planejamento e execução do material digital do nosso projeto. É… a loja virtual ganhará corpo, cor e conteúdo! Com a identidade visual bem definida estamos afinados para os novos desafios que este grande projeto nos reserva.

Ah! Mais uma novidade!

Aproveitando o período de férias, estamos participando de atividades extra-curriculares dentro do projeto vetor: eu, Simone, estou conhecendo o mundo do desenho técnico pela manhã, e à noite, me junto ao vetor Ricardo na caminhada rumo ao traços mais afinados para ilustração.

Encerro por aqui, então…

Até a próxima!!!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.15: De volta para o futuro resultado final.

7 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Essa semana, o projeto vetor teve que correr para não atrasar o cronograma de atividades.

O cronograma, como em qualquer outro projeto, deve ser seguido firmemente para que todo o processo seja desenvolvido de forma organizada.

Depois de muita correria desenvolvendo varias alternativas, finalmente chegamos numa marca para o projeto “Vista a Camisa”.

Foram desenvolvidos também varias aplicações, dentre elas: cartões de visita, tags, embalagens, estampas, etiquetas, flyer.

Com as aplicações da marca, ficamos entusiasmados com o trabalho desenvolvido, pois já podemos ter uma idéia de como ficará o resultado final.

Tudo isso terá que ser apresentado ao termino desta semana para o cliente, esse  vai ser o momento mais aguardado de todo o projeto, ele que aprovará e dirá se todo seu projeto é válido e tem fundamentos.

Na semana passada tivemos a reunião com os clientes do projeto vista a camisa.

Foi o momento que descobrimos o quanto nós já fizemos, e o quanto ainda teremos que fazer.

Refinamos a marca do projeto vista a camisa, criamos o grafismo e desenvolvemos estampas com ilustrações e idéias que remetam à temas sociais, ambientais e econômicos.

A ilustração tem que passar um ar irônico e engraçado, e  ao mesmo tempo, falar dos temas de responsabilidades sociais. Teremos surpresas semana que vem. Até lá!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.14: Engrenando a Segunda.

20 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de uma semana inteira de desenhos, rascunhos, rabiscos, alternativas sem fim que nunca pareciam ir na direção correta, finalmente sentimos que acertamos o alvo.

No começo da semana uma alternativa finalista foi escolhida e passou a ser desenvolvida e refinada pela equipe. O símbolo e logotipo ganharam malha construtiva e versão vetorizada.

Grafismo

Junto com a definição da marca, começou também o processo de elaboração de alternativas para as aplicações, que de tão numerosas tiveram de ser classificadas pela sua prioridade dentro do projeto. Cartões de visita, embalagens, tags e etiquetas estavam na linha de frente de uma lista de prioridades nada pequena. Isso significou mais uma semana de novos desenhos e rascunhos tentando chegar nas melhores idéias para o material que vai compor a identidade visual do Vista a Camisa.

Chegar no final dessa semana, ainda um pouco atrás do cronograma estabelecido, mas com a marca definida, e as aplicações em andamento deu uma levantada nos ânimos de todo mundo e agora a tendência é as coisas ganharem uma marcha mais acelerada. Esperamos chegar na nossa data limite antes do recesso com uma pequena apresentação interna da marca e de como ela vai funcionar em algumas das principais aplicações.

Depois de um bom tempo sem conseguir sair da primeira marcha, e não sentir o carro andar, engrenar a segunda e ganhar velocidade é muito bom. Agora é engatar a terceira, a quarta e alcançar os 100 km/h, porque o tempo é curto e o cliente está esperando!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.13: Run vetores! Run!

10 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Rabisca, desenha, discute, rabisca, confere o cronograma, faz mesa redonda, desenha, discute… ufa! Esta tem sido a nossa rotina nesta semana de Projeto Vetor. E a logo? Está pronta? Boa pergunta.

Somos 4 cabeças pensantes no projeto “Vista a Camisa”, mas apesar do número favorável para um trabalho mais rápido, ainda não definimos o desenho que virá a ser a marca e estamos atrasados com relação ao cronograma estabelecido no início do projeto.

Isso não quer dizer que a produção de alternativas esteja parada, ao contrário, está a todo vapor! “O que acontece então, que ainda não escolheram a marca?” Acontece que mesmo com todos os desenhos produzidos, ainda não encontramos a maneira perfeita para representar este projeto.

Isso pode acontecer durante um processo criativo: uma idéia pode vir à tona muito clara e rapidamente, e às vezes não.  Precisamos ir a fundo nos caminhos, recorrer aos painéis semânticos  e objetivar as nossa buscas, já que temos muitas idéias boas, mas nenhuma fechada  para o que pode ser utilizado em nosso trabalho.

Setas, triângulos, tags, exclamações, camisetas, linhas… tudo foi utilizado para a construção das nossas idéias. Chegamos a escolher um caminho, mas logo encontramos falhas na leitura e execução dele, portanto voltamos para os painéis semânticos e rabiscos anteriores e recomeçamos a geração de novos caminhos.

A criatividade deve ser exercitada e o senso crítico também. Escolher qualquer idéia por causa da pressa é falta de respeito com o cliente, com o projeto e com o design. Afinal, a marca deve transparecer a identidade da empresa e agregar valores positivos a ela, não o contrário.

Até a próxima!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.12: Voltando aos traços.

3 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

O início do mês vem no fim de mais uma semana no Projeto Vetor, engajado agora com o Projeto Vista a Camisa.

O perfil do Vista a Camisa foi definido no final da semana passada, então demos início a pesquisa imagética, e antes do fim dessa semana os painéis já estavam prontos.

Então os primeiros traços da geração de alternativas começaram a ser feitos, de novo estamos fazendo os desenhos, na verdade os registros de ideias, baseados em toda a pesquisa que foi feita, como foi aprendido no primeiro projeto.

Mas diferente do primeiro projeto, voltamos aos traços com mais mãos sendo usadas para o mesmo fim, antes desenhávamos em projetos diferentes, agora estamos riscando juntos em um projeto só, como é o foco do Vista a Camisa, pelo fato de apoiar instituições que querer unir as pessoas para engajarem em uma causa.

Então agora estamos juntos, os quatro Vetores, em um grande projeto, pesquisando, estudando, desenhando e se estressando, e mesmo com o tempo corrido, mesmo pelo fato de sempre estarmos envolvidos em mais de um trabalho, tanto dentro como fora do Projeto Vetor, tentamos fazer do Vista a Camisa um ótimo projeto, não só pela sua grandeza, mas também pela beleza que ele tem, pelo nobre e belo ato de apoiar.

E finalizando, continuamos adquirindo mais e mais conhecimentos no Projeto Vetor, e agora descobrindo mais e mais sobre as limitações humanas.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.11: Um molde em construção.

26 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana nós finalmente definimos o perfil do projeto “Vista a Camisa”!

No começo desta semana tivemos uma breve reunião com o cliente,  fazendo-nos ficar a par do englobamento do projeto, tornando viável então a capacidade de fazermos as alterações necessárias no perfil que precisávamos definir para delinear as pesquisas iniciais.

O perfil de uma corporação é muito importante, pois transparece suas características e seus valores, determinando a sua posição no mercado (seu principal diferencial).

Decidimos também o conceito, as cores, as formas e as texturas, que como referência, é fundamental existir a pesquisa de imagens. Mas enquanto o painel semântico não está pronto, não custa nada citar os tópicos que futuramente dará um melhor rumo e forma ao nosso projeto:

Conceito
Atitude e prosperidade.

Cores
Laranja, verde.

Formas
Linhas diagonais, ângulos agudos e triângulos.

Textura
Têxtil, tecido (natural)

Decidimos trabalhar com o conceito atitude porque é o ponto de partida para fazemos qualquer mudança. No conceito a prosperidade mostra claramente onde queremos chegar, o objetivo a ser alcançado.

A cor laranja transmite atividade, abundancia e inspiração. Enquanto a cor verde reflete natureza, esperança, generosidade, vida e principalmente prosperidade.

Nas formas, diagonais e angulares, transmitiremos todo o movimento e direção que visamos alcançar. A textura de tecido tem uma identificação forte com o nosso principal produto, que é a camisa.


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Sobre Apresentações e Reuniões com Clientes: Parte 01 – Preparando o palco

22 de November de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

Hora do show. Nada resume melhor esse momento de um projeto do que essa expressão. Após passar pelas etapas de pesquisa, definição do perfil (determinantes de marketing e determinantes de comunicação) da identidade corporativa, conceituação, painéis semânticos, geração e filtragem de caminhos e alternativas, seleção e refinamento da alternativa mais adequada, geração e filtragem das aplicações, refinamento e renderização das aplicações, muitos dias e xícaras de café depois, chega o momento de apresentar o resultado. Esse momento é tão crucial que merecia um post só dele.

Um ótimo projeto se for mal apresentado pode – e certamente irá – jogar tudo por água abaixo. Um projeto mais ou menos se for muito bem apresentado certamente será aprovado. E até mesmo um projeto ruim – muito ruim – se for excelentemente apresentado pode ser aprovado! Nenhuma dessas situações é interessante. Não adianta apenas ser bom ou parecer bom, o ideal é transparecer, ser bom e ser mostrado como tal – e em tudo não é assim?

Uma apresentação – sobre o que quer que seja – se assemelha a uma dança. Em um par que dança uma música um conduz os passos e o outro segue seus movimentos. Um bom interlocutor sabe conduzir uma apresentação, impondo a ela o ritmo correto para que o espectador sinta-se confortável nessa dança, sem sentir-se forçado em certa direção. Outro aspecto importante é que se você não conduzir essa dança no ritmo correto, pode acabar sendo conduzido pelo cliente, e sabe-se lá aonde essa dança vai levar sua apresentação.

Condução da Apresentação

Tendo isso em mente, vale ressaltar alguns aspectos antes de começarmos a falar sobre essa condução, as atitudes e momentos “pré-apresentação”, preparações do palco para esse show, que valem como norma orientativa – são flexíveis e não “regras” rígidas – para quase todas as reuniões. O cliente estava no universo dele – na maioria das vezes um tanto conturbado, com muitas coisas a resolver e mais coisas ainda na cabeça – e deve sair desse universo para adentrar o universo projetual, o universo da identidade em construção, para ser conduzido por você através de uma viagem dentro desse novo universo. Como fazer isso?

Acredite: tirar o cliente do mundo caótico de pensamentos, problemas e compromissos não é fácil. Se você tentar fazer isso dentro da empresa dele será praticamente impossível! Procure agendar reuniões com antecedência e fora da empresa do cliente. Se você não possui uma sala de reuniões ou escritório próprio peça emprestado a um amigo, ou alugue uma. Uma boa solução é ver um escritório virtual, onde você paga uma pequena taxa referente a um plano e pode utilizar salas de reuniões de acordo com a disponibilidade.

Sair de um ambiente e ir para outro facilita a mesma transição psicologicamente, de deixar as turbulências do lado de fora da sala de reunião, mas não é garantia de que isso ocorra. Prazos estourando, problemas que surgem na última hora, ações a serem tomadas etc. são pensamentos que acompanham um empresário facilmente e causam interferência – seja na interrupção da reunião, na falta de atenção ou mesmo causando ruído na comunicação – numa apresentação. Se o tempo não está a favor do empresário pode estar ao seu favor. Agende suas reuniões para o final do expediente ou após ele. Se um empresário tem uma reunião de uma hora às 17:30 algo que não foi resolvido até as 17:00 pode ficar para amanhã. Tendo ciência desse horário o cliente procurará resolver tudo antes e é improvável que haja interrupções com ligações de sua secretária fora do expediente – ainda some a vantagem de evitar o trânsito da hora do rush – e a cabeça dele terá dado o dia por encerrado (a maior parte), podendo esvaziar a mente para receber o conteúdo preparado por você.

Esvaziar a mente para receber algo novo – conhecimento ou informação – é extremamente importante, mas nem todos têm isso como um hábito natural. Ajudar o cliente a relaxar para esvaziar a mente e ficar apto a receber as informações é fundamental, já que ele provavelmente não dirige meditando até a reunião. Oferecer um café, um chá com biscoitos, deixar um som ambiente agradável, odorizar a sala com um aroma não forte – sabia que a lavanda é um aroma com propriedades calmantes comprovadas até mesmo para no combate à insônia de bebês? – e sem exagerar na dose, conversar um pouco sobre um assunto ameno antes da reunião, tudo pode fazer diferença no clima da apresentação.

Assegurando-se de cuidados como esses a reunião ou apresentação tem tudo para começar com o pé direito, e você tem tudo para dar esse primeiro passo e continuar conduzindo o cliente durante todo o tempo.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.10: Vestindo a camisa.

22 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao final no Projeto Vetor. Como vocês sabem, iniciamos um novo projeto de identidade visual essa semana, o Vista a Camisa.

A semana estava programada para começar com uma reunião com os clientes, idealizadores do Vista a Camisa, para tentarmos fechar o perfil da “empresa”, mas infelizmente não foi possível. O que foi uma pena, pois seria interessante ter esse primeiro contato com um cliente real dentro do projeto. Mas contornando a falta da reunião, foi elaborada uma entrevista por email, que foi prontamente respondida, e nos deu a base para construir o perfil do Vista a Camisa, que ficou assim:

DETERMINANTES DE MARKETING

Foco (necessidade humana que atende)
Relacionamento das pessoas com o planeta de forma sustentável

Missão (como atende essa necessidade)
Por meio da venda de camisas

Posicionamento de mercado
Contribuir para um mundo mais sustentável ajudando as instituições engajadas em causas sustentáveis

Posicionamento de valor
Mais pelo mesmo

Valores

Solidariedade, Sustentabilidade, Paixão, Qualidade, Seriedade, Transparência, Irreverência, Juventude

DETERMINANTES DE COMUNICAÇÃO

Arquétipo
O Prestativo

Nome
Vista a Camisa

Temos feito bastante pesquisa sobre o tema da sustentabilidade de forma geral, para compreender a real abrangência do conceito, que é muito mais do que apenas ambiental. Temos focado em pesquisas de materiais e processos sustentáveis para a confecção das camisetas e também para o restante das peças gráficas. Por que afinal de contas, se vamos vestir a camisa da sustentabilidade que seja pra valer.

Fechamos a semana de hoje fazendo o brainstorm para tentar definir o conceito que vai nortear o projeto e as pesquisas da próxima semana, que serão pesquisas imagéticas que ajudarão a compor os painéis semânticos que forem necessários. Mas no próximo Diário de Bordo vocês ficarão sabendo sobre isso!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.9: Interseção.

12 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Iniciamos a semana com emoção: a apresentação do produto final para o cliente e o início da segunda parte do projeto vetor: a chegada de um novo projeto.

Depois de todas as correções e correrias, finalmente apresentamos a marca e a identidade visual do Bloco PéDeSamba e Cacaueiro Brigadeiria ao cliente. Na verdade, como já sabemos, este cliente é fictício, portanto nos apresentamos aos colegas que não acompanharam os processos, com esta finalidade. Estes foram divididos em três tipos: o cliente curioso, que pergunta tudo sobre como o material foi pensado; o cliente que gosta de tudo, que aprova todas as peças na primeira vez que as vê; e o cliente “olho de águia”, que encontra erros, defeitos, propõe alterações, faz perguntas, enfim, que interage muito com os designers durante a apresentação. Os trabalhos foram aprovados e os clientes-colegas ficaram satisfeitos com os resultados finais.  Está curioso? Eis uma pequena amostra do que foi apresentado nesta segunda-feira:

O processo acabou? Não! Está na hora de começarmos a diagramar o manual de identidade visual das nossas marcas. Mais uma vez, iniciamos nosso dia de trabalho com uma mesa-redonda para discutirmos o que foi bom e o que não funcionou durante a apresentação, além da listagem dos pontos a serem abordados no material do manual. Depois disso, vem a grande novidade: o novo projeto! Cliente real, mas filantrópico.

Este novo projeto se chama “Vista a Camisa” que tem como idéia principal arrecadar fundos para ajudar projetos sociais que fazem um trabalho legal na cidade. Esta arrecadação virá da venda de camisetas. Todo semestre, o “Vista a Camisa” trabalhará com um tema específico e ao final dele irá transformar o dinheiro das vendas em benefícios para o projeto social escolhido. Vamos ter que desenvolver a marca e a identidade visual, além de material para internet, já que a venda de camisas se dará por meio do site. Faremos um levantamento das ações promovidas na cidade, bem como das empresas que podem se tornar patrocinadores da idéia. Estamos muito empolgados com a novidade. Temos menos tempo para a execução do projeto, mas desta vez ele será feito a quatro mãos. Isso mesmo, as duplas viraram um quarteto.

Mas e quanto aos manuais? Faremos ao mesmo tempo.  Aí entra a função principal de um cronograma bem planejado e nosso novo amigo de aventuras: o SCRUM. Scrum é um quadro onde dividimos as tarefas e seus respectivos representantes; ele aponta as quatro etapas da confecção do trabalho: atividade por fazer, em andamento, a verificar e concluída. Parece com uma pista de corrida em que os carros são os post-it’s contendo nossas tarefas, o que possibilita maior controle sobre a execução delas.

Agora estamos num momento de interseção entre o antigo e o novo desafio. Como será o resultado final?

Até a próxima!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.8: E eu que pensei que saber desenhar bastaria.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Já se passaram dois meses desde o início do projeto vetor, e esse foi o tempo que nos foi designado para finalizar os nossos primeiros projetos. Ao longo de todas essas semanas muito conhecimento foi absorvido, novas teorias foram aprendidas e muitos conceitos evoluíram.

Cada dupla de Vetores ficou incumbida de criar identidades para duas empresas totalmente diferentes, assim nasceram o Bloco PéDeSamba e a Cacaueiro Brigadeiria. As primeiras ideias para as identidades foram sempre registradas a mão, e foi nessa hora que vimos a grande diferença entre desenhar e projetar. Nós não desenhamos aleatoriamente qualquer coisa que fizesse lembrar um brigadeiro ou um malandro do samba, na verdade projetamos tudo com base nos estudos que fizemos, e cada traço feito tinha referência nas pesquisas teóricas e imagéticas que levamos semanas para concluir. E isso levou as duas duplas a resultados realmente bons ao fim dos projetos, e então foi o momento de criar um script de como seria a apresentação de ambas as marcas para nossos respectivos clientes.

É a hora de mostrar para o cliente toda a história que tem por traz de sua marca, que conseguimos projetar tudo aquilo que ele realmente estava querendo que sua marca representasse, que cada traço tem um significado.

E agora, na última semana, fizemos simulações de apresentações das marcas para a equipe, foi uma apresentação interna, mais para observar quais estão sendo os pontos fracos e fortes de cada apresentação, é a hora que paramos e verificamos cada detalhe, para que nada possa passar despercebido e que faça tudo sentido.

Agora vejo que querer entrar para o mundo do Design não é só por que você sempre desenhava na hora da aula, saber desenhar é importante, mas não basta, o desenho tem que fazer sentido, e para fazer sentido não adianta ser um desenho qualquer, os traços precisam ser feitos por alguma razão, cada traço tem seu significado, por isso fazemos tantos estudos, pegamos referências e adquirimos mais e mais conhecimento, para que tudo tenha sentido nos nossos projetos, e esse é o momento em que paramos de desenhar e começamos a projetar.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.7: O início do fim.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana finalizamos as aplicações necessárias dentro das identidades visuais projetadas. Todas as aplicações são feitas primeiramente a mão, da mais simples (como um cartão de visitas), até a mais complexa. Todos os detalhes são analisados, pensando em como inserir a logo, texturas e grafismo, tudo isso alinhado com a identidade e mantendo a coerência para que todas as aplicações formem uma unidade.

O Bloco PéDeSamba procurou aplicações da sua identidade visual em instrumentos como o tamborim, repique, cuíca, caixas de guerra, marcações etc. e criaram diversos modelos de blusas, estandartes e bandeiras, tudo isso, claro, baseado nos seus conceitos, formas, cores e textura.

Pensando da mesma forma a Cacaueiro Brigadeiria também desenvolveu as varias aplicações necessárias: caixas de chocolate, cardápios, papel timbrado, cartão de visitas, fardamentos, fachada etc.

Depois partimos para o computador para a vetorização ou renderização das aplicações, para termos uma visão mais exata de como ficará o produto final. Tudo deve ser pensado antes de ir ao computador, que é um instrumento de execução e não de criação – a criação no papel é mais rápida e eficaz. A facilidade de entendimento do cliente é fundamental, por isso um bom redering comunica muito mais que as vetorizações chapadas (não confundir os arquivos de execução com os que devem convencer ao cliente de que aquilo se trata de uma peça real).

Encerramos a semana com uma apresentação interna, para corrigirmos detalhes de ultima hora, e agora faremos o arquivo de apresentação para o cliente, mostrando que o projeto atende os aspectos formais e funcionais.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.6: Dos traços aos bits.

25 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao fim no projeto vetor. Depois de muito papel riscado, muita idéia rabiscada, aplicações, malhas construtivas, finalmente chegou o momento das logos nascerem no mundo digital. Corel Draw e Illustrator são agora as ferramentas pra levar os projetos um passo à frente no processo.

Pra mim foi diferente chegar no computador com algo completamente definido. Claro que algumas coisas ainda ficaram para serem testadas e melhoradas no ambiente digital, mas a comum insatisfação com uma idéia mal nascida, que parecia muito legal no papel, mas quando chegava na finalização no computador perdia todo seu encanto, desapareceu.

Mas também não era pra menos. Cada logo foi estudada e planejada à exaustão. Cada detalhe foi pensado pra se encaixar dentro de um plano maior, que era transmitir os valores da empresa que estava ganhando uma nova identidade visual.

Foi muito fácil até de construir as logos digitalmente, já que todo o roteiro de construção das mesmas já havia sido definido antes. E foi muito legal vê-las surgir na tela do computador tal e qual elas terminaram no papel. Tanto que quando cada dupla terminava o trabalho de vetorização da sua logo, chamava os demais para ver o resultado final, que não era surpresa pra ninguém, mas que enchia de orgulho.

Mas ainda tem muita coisa pra finalizar. As aplicações ainda não sairam do papel, mas aos poucos serão também finalizadas no computador, e à medida que isso vai acontecendo, vai ficando cada vez mais claro a importância de todo o processo anterior de elaboração de idéias de forma exaustiva no papel.

Em pouco tempo teremos o material básico das identidades visuais prontas para a apresentação, e depois daí, outra etapa se inicia. Mas quando a gente chegar lá, a gente conta!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.5: Estou a dois traços do paraíso.

15 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor



Continuamos nossa caminhada rumo à finalização das nossas marcas. Finalização à mão. Mas por que ainda continuamos no processo manual de criação? – você pergunta – porque ainda não foram esgotadas todas as possibilidades de alternativas que podemos gerar.

Nesta semana tivemos três dias úteis de trabalho graças ao feriado prolongado/imprensado do dia 12 de outubro.  Nestes dias decidimos qual seria a alternativa de marca “vencedora” entre nossas idéias para ser melhor trabalhada. Agora temos que aplicar nossa logo nos materiais que serão utilizados em nossas empresas.

Os reis do brigadeiro escolheram o desenho que reflete o posicionamento da Cacaueiro Brigadeiria: imponente, limpo, bonito, clássico, e chique. A marca será aplicada em camiseta, avental, chapéu de mestre cozinheiro, cardápio, transporte, embalagem, uniforme, crachá, sinalização interna e externa e nas louças, a priori.

Os malandros pés de samba escolheram o desenho que reflete a boemia, conceito do Bloco Pé de Samba. A marca será aplicada em camisetas (para o desfile do bloco, para uso casual e para apresentações mais pomposas), estandarte, bandeira, instrumentos, crachás, bolsas (mochilas e porta-instrumentos) e chapéu, a priori.

A brincadeira está em fazer todas estas aplicações à mão! Isso mesmo! Então você pergunta: ‘Por que não vetorizar logo os desenhos e começar os testes no computador?’Pelo fato de que é muito mais rápido registrar as novas idéias num rabisco. Quanto mais tempo gastamos no computador finalizando UMA idéia, menos vamos raciocinar, menos idéias novas e diferentes vamos registrar. E se o resultado não agradar, volta-se à estaca zero.  Neste tipo de abordagem estão fortemente diluídos os conceitos de projeto: planejar, representar por meio de projeção; e de design: denomina-se Design qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato.

O processo criativo continua forte em nosso trabalho, agora nossos esforços estão concentrados em como ser criativos dentro do desenvolvimento da técnica em nosso processo: depois de usar da liberdade para desenhar as logos, é hora de estabelecer seus grids (ou grades) de construção. O que é isso? Pelo que entendi, grids são as formas geométricas que participam da geração das formas utilizadas na marca, que facilita sua reprodução em diferentes superfícies e plataformas.

Quando terminarmos de desenhar todas as aplicações, com as devidas atenções aos novos detalhes, às correções e redimensionamentos estaremos prontos para a nova fase: usar o computador.

Confesso que, em outros tempos, já teria escaneado e vetorizado a marca, e no computador iria gerar suas possíveis aplicações. Paciência. A pressa é inimiga da perfeição. E no nosso caso, a imprudência é inimiga do design.


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Nomes para Empresas

13 de October de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

O nome da sua empresa é a primeira e mais básica ferramenta de comunicação da sua organização, é provavelmente a primeira coisa que todo mundo vai ouvir sobre o seu negócio e é a assinatura de tudo que sua companhia vai dizer ao mundo.

Ao longo do tempo, nós desenvolvemos um método para definição de nomes, composto das seguintes etapas:

Etapas para escolha de um nome

1. DETERMINAÇÃO DO PERFIL DA EMPRESA
O ideal é que, antes de tudo, a empresa possua um perfil bastante claro, composto minimamente de FOCO, MISSÃO e POSICIONAMENTO. Se sua empresa não possui uma definição clara de perfil, não adianta continuar e tentar encontrar um bom nome para ela. Se você ainda não sabe o que quer dizer, não há nome capaz de ajudá-lo. Primeiro as primeiras coisas – resolva os problemas de identidade da sua empresa trabalhando os determinantes de marketing explicitados acima e só depois volte e continue o processo de escolha do nome. Prometo postar algo mais elucidativo sobre perfil em breve.

2. BRAINSTORMING
O perfil da empresa é apresentado à equipe que vai trabalhar na busca do nome, e esta produz uma enorme “tempestade cerebral”. Cada pessoa diz a palavra que pensar, sem restrições, e as palavras são registradas em um quadro. Para esse momento é interessante mesclar pessoas mais próximas e mais distantes do processo produtivo da empresa – mentes impregnadas de conceitos inerentes ao tema e mentes, por assim dizer, puras. Como em todo brainstorming, é importante estabelecer um tempo (nós usamos 20 minutos) e enfatizar que não é permitido boicotar qualquer palavra apresentada durante o processo. As ideias mais esdrúxulas às vezes abrem os melhores caminhos.

3. TRIAGEM DO BRAINSTORMING
Essa etapa também poderia chamar-se DEFINIÇÃO DOS CAMINHOS DE PESQUISA. A triagem é feita através do agrupamento das palavras que apontam para um mesmo CAMINHO, por exemplo: “cachorro” e “gato” poderiam ser agrupadas no caminho “bicho de estimação”. Em outro caso, as palavras “gato”, “leão” e “tigre” poderiam apontar para o caminho “felinos” enquanto a palavra “cachorro” poderia ir para outro lugar. Tudo é dinâmico e depende do contexto.

4. APROFUNDAMENTO DOS CAMINHOS
Após a triagem do brainstorming, a equipe deve eleger os caminhos mais interessantes, aqueles onde há nomes que, por mais que não representem boas alternativas em si, carregam significados relevantes para o processo, comunicando bem as ideias constantes do perfil. Uma intensa pesquisa deve ser realizada para os caminhos selecionados para aprofundamento. O objetivo é aumentar o número de palavras inicialmente listadas para cada caminho, extrapolando o conhecimento acumulado do grupo, agora em um esforço direcionado. São bem vindos dicionários, dicionários de sinônimos, Internet e outras pessoas que, olhando para o conjunto inicial de palavras, possa contribuir positivamente.

5. ESCOLHA DO NOME
Dentre os nomes registrados nos caminhos eleitos para aprofundamento, o grupo deverá selecionar aqueles que podem efetivamente batizar a empresa. Selecione os nomes de acordo com os 5 critérios abaixo. Entre eles não há diferença de peso – qualquer um pode derrubar o uso de um nome. Costumamos atribuir, para cada nome, nota de 1 a 5 para cada critério. Se um nome tiver nota abaixo de 3 em qualquer um dos critérios, ele provavelmente não servirá. Use o bom senso.

a) Relação com o Tema
Um bom nome necessariamente terá forte relação com a missão da empresa. Quanto mais claramente um nome for capaz de comunicar o que a empresa faz, melhor será. Não se concebe um negócio de vender “laranjas” que se chame “bananas”. Com isso você conseguiria gerar uma grande confusão na cabeça do consumidor, nada mais. Também não há motivos para chamar a loja de laranjas de “Quitandinha da Fulana”, “Doce Sabor” ou “Orange’s”, distanciando-se do objetivo da empresa. Tente manter o foco. Bons nomes poderiam surgir através do simples acréscimo de uma característica do produto ou do negócio: “doce laranja”, “laranjas frescas” ou “laranjas em domicilio” supondo uma loja de laranjas que deseje concentrar-se em fazer entregas. Esses nomes funcionariam melhor do que qualquer outro que não remetesse ao negócio da empresa. São nomes menos charmosos, mas comunicam muito bem e comunicar bem é melhor do que ser charmoso, acredite, principalmente no varejo, onde as pessoas sempre tem pouco tempo para entender o que você faz.

Se você leu até aqui deve estar se perguntando sobre uma série de nomes famosos que não tem nada a ver com o negócio das empresas que os detém. É importante entender que qualquer nome pode funcionar. Tudo depende de quanto tempo você terá para investir e de quanto dinheiro você poderá colocar no processo, além, é claro, do quão eficaz será sua estratégia de apresentação. A loja de vender laranjas chamada “bananas” que usamos como exemplo negativo anteriormente pode fazer muito barulho, fomentar muita mídia espontânea e atrair muita atenção em um primeiro instante. Se você conseguir bolar uma estratégia de comunicação capaz de tirar proveito disso, vá em frente. Tudo sempre será mais complexo e caro para você, mas… pode ser mesmo mais eficaz. Use o bom senso.

E por falar em frutas, uma das empresa mais revolucionárias do mundo se chama “Apple” (Maçã). É uma empresa longeva o bastante para que ninguém discorde do seu sucesso e senhora de algumas realizações que notadamente marcaram a história da humanidade. Maçã, um péssimo nome, certo?! É importante mencionar, no entanto, que a maçã mordida que é símbolo da Apple representa o desejo, a sede do homem pelo saber (caso você não tenha feito o link, pense em Adão e Eva, na serpente e no “fruto proibido”…) e o desejo é um forte componente de todos os produtos da Apple, que sempre tiveram um forte apelo de design e uma forte relação com a moda. Assim, em uma análise mais abrangente, não existe a completa falta de relação com o tema que se pode inadvertidamente mencionar a princípio, embora essa relação seja muito mais subjetiva do que o recomendado e talvez não tenha sido intencional.

É bem verdade que a cada dia é mais difícil utilizar apenas o “nome” para comunicar a missão de uma empresa. A maioria dos bons e mais comunicativos nomes já foi efetivamente arrebatado por alguém, portanto, mais do que nunca, é preciso contar com a ajuda do “sobrenome” para comunicar o que a empresa faz. Assim como acontece com o nome das pessoas, o sobrenome é o texto complementar que referencia a família à qual ela pertence – no caso das empresas, a família é o segmento de mercado. “Simples Negócios Imobiliários” é o nome de uma imobiliária que tem por objetivo comunicar que é desburocratizada. O sobrenome “Negócios Imobiliários” é o responsável por dizer do que se trata a empresa e o nome “Simples” foi utilizado para frisar o posicionamento de mercado da mesma, seu principal diferencial. Com o uso de um sobrenome capaz de direcionar as pessoas para o segmento da empresa você ganha mais liberdade para trabalhar o nome, de modo que ele pode enfatizar características do negócio.

b) Individualidade
Fuja do lugar comum, desesperadamente! Se você vai abrir uma empresa de informática, provavelmente os primeiros nomes que vão surgir são: Sys Something, Qualquer Coisa Tech, iComputer, Some Byte. Diga NÃO! Você não quer ser mais um no meio de um monte de nomes sem criatividade, quer?!. Você estaria deliberadamente diminuindo suas chances de se destacar pela simples dificuldade que as pessoas teriam de lembrar seu nome. Antes de escolher um nome, verifique o que as pessoas têm usado. Pesquise. Identifique a tendência e vá para o outro lado.

c) Simplicidade
Simplicidade tem tudo a ver com “apreensão de significado”. Se as pessoas não podem entender o que você está dizendo, você é complicado e ninguém quer mais complicação para sua vida. Procure palavras que possuam significado, que sejam capazes de comunicar algo, de posicionar sua empresa, que carreguem idéias e assegure-se de que essas idéias podem ser compreendidas pelo seu público alvo. Se o seu público é mais erudito, palavras menos comuns, mas próprias do universo em questão são bem vindas. Se você vai lidar com o grande público, não complique. Evite o uso de palavras de outros idiomas, mas, obviamente, se você está abrindo uma empresa com forte tendência a internacionalização ou que já nasce internacional, use um idioma coerente com essa condição – se você vai trabalhar na América Latina, o espanhol provavelmente será a melhor opção; se você vai mais longe, talvez o inglês seja mesmo o melhor caminho. Mais uma vez: use o bom senso.

Muito antes de estudarmos profundamente o processo de batismo das empresas ou de “naming”, como as agências gostam de chamar, escolhemos o nome “Innesco” para nossa empresa de marketing. É um péssimo nome, embora tenha um belo significado. O fato é que este significado não pode ser apreendido por quase ninguém. “Innesco” é uma palavra do italiano e refere-se à energia necessária para iniciar o processo de combustão, à ignição. Na época, nós queríamos um nome capaz de representar o nosso desejo de entrar nas organizações e prover um monte de energia para elas, portanto achamos o nome ótimo, mas o fato é que as pessoas escutam o nome e não tem a menor ideia do que ele significa, ou seja, ele não significa nada. Quando você pensar em usar um nome, lembre-se que você não estará do lado das pessoas explicando o que ele significa. Bons nomes precisam ter um mínimo de independência quanto à transmissão de seu significado. Resultado: migramos o nome “Innesco” para o nome do grupo, que não será comercialmente utilizado, e estamos procurando um nome mais “simples” para a empresa de marketing. Alguma sugestão?

Não use siglas! Siglas são tão vazias quanto qualquer palavra que não pode ser compreendida. O nome IBM, por exemplo, não quer dizer nada. Poucos são capazes sequer de lembrar o nome completo da empresa. Claro que hoje, depois de tanto tempo, a sigla IBM significa algo para as pessoas, mas é o significado que anos de propaganda conseguiu enfiar-lhes goela abaixo, sem nenhuma ajuda do nome propriamente dito. Por que refutar a ajuda de um bom nome se você pode tê-la?

A contento, a sigla IBM vem de “International Business Machines” (Máquinas de Negócios Internacionais), um nome que, embora danosamente longo, tem o mérito de proporcionar a ideia de “robustez” que foi mesmo o principal diferencial da IBM durante muitos anos. O fato é que essa ideia se perde com o uso da sigla simplesmente, que não carrega nenhum significado intrínseco. Em uma das esquinas aqui de Fortaleza há uma loja de móveis chamada LBM – eu não sei de onde veio essa sigla, nem quero saber. Péssimo nome! Bem parecido com o da gigante IBM e igualmente desprovido de significado.

O uso de siglas é uma tentativa equivocada e sempre mal sucedida de simplificar um nome longo. Melhor seria, desde o início, procurar nomes curtos. Quanto menor, melhor. “Oi” é o nome de uma das maiores operadoras de telefonia do Brasil. Nada mais simples e carregado de significado. A Oi assina suas campanhas com o slogan “simples assim” e fecha a maioria das suas propagandas com uma criança dizendo singelamente “Oi!”. Por sinal, a identidade da Oi como um todo funciona muito bem e ela consegue transmitir com brilhantismo a imagem de jovialidade e irreverência que se propôs. Ela tem uma grande e respeitada concorrente de fora que se chama “TIM”. TIM? Bom, de uma maneira geral, as operadoras no Brasil tem se saído bem no quesito simplicidade – “Claro” e “Vivo” também são bons exemplos de nomes simples, que carregam significados que podem ser bem explorados pela comunicação.

Nomes inventados como “Xerox” e “Google”, ambos notadamente bem sucedidos, diga-se de passagem, também se enquadram no grupo dos que nada conseguem dizer a princípio. Eles contam com outras ferramentas de marketing para emplacar e colar na cabeça das pessoas. Se você não tem milhões para gastar com publicidade, não invente. Se você deseja mesmo inventar, observe o som dos fonemas, pense na língua dos países onde seu nome vai ser usado, evite a cacofonia, enfim observe atentamente o próximo quesito: sonoridade. Se você vai inventar uma palavra, crie uma palavra boa de falar e fácil de ouvir.

Um último aviso: cuidado com o duplo significado de algumas palavras. O Unibanco utiliza um slogan que é um prato cheio para clientes insatisfeitos: “Unibanco, o banco que nem parece banco.” e as pessoas completam: “…parece um tamborete.”, que é um banco pequeno e desengonçado. O pessoal da propaganda certamente intencionou fazer um contraponto à imagem cheia de burocracia que a maioria das pessoas tem dos bancos, mas o tiro saiu pela culatra.

d) Sonoridade
Procure nomes fáceis de falar e de ser entendidos quando falados. Evite fonemas duvidosos que possam gerar questionamentos sobre a escrita das palavras – as cartas do Engenheiros do Hawaii não vão chegar com “X” nem com “Ch”. Sim, desconfie da capacidade intelectual das pessoas que vão escutar e escrever o nome da sua empresa. Evite sons fechados – “Ês”, “Ôs” e “Us” deixam todo mundo triste. Faça todos abrirem a boca para falar o nome da sua empresa – “Ás” e “És” são o grande lance, o que não significa que você não pode usar outras vogais, claro. Apenas assegure-se de que os sons predominantes do nome escolhido sejam abertos. Evite sons arrastados, chiados ou que possam causar qualquer outro tipo de interferência. Não queremos que as pessoas pareçam rádios mal sintonizadas quando pronunciarem o nome da sua companhia. Quando utilizar nomes compostos, observe os efeitos de cacofonia. Às vezes a junção de duas palavras pode resultar em uma terceira não intencional que tenha significado pejorativo, obsceno ou mesmo engraçado, um prato cheio para a concorrência. Fale o nome em questão no telefone. Teste o entendimento dos interlocutores: “NOME DA EMPRESA, Bom Dia!”. Apresente-se para pessoas fora do processo com o nome em teste: “Oi, eu sou o Fulano, da NOME DA EMPRESA!”. As pessoas do outro lado podem observar coisas que você não percebeu ou podem simplesmente não entender o que você disse, o que apontaria um problema de sonoridade.

e) Imagética
Escreva o nome em questão utilizando uma fonte comum como a Times New Roman ou a Verdana. Observe o desenho individual das letras no papel e o desenho do nome como um todo. Aqui não nos referimos ao logotipo, mas ao nome enquanto objeto gráfico que ele também é. Analise os aspectos visuais. Tente entender o nome como um desenho e verifique se o ritmo das ascendentes e descendentes é interessante, se não há vazios entre as letras provocando qualquer tipo de desequilíbrio visual. Sim, chame um bom designer gráfico para ajudar você. Observe, no caso de nomes compostos, se o tamanho das palavras é muito diferente – isso não é bom. É importante entender que, em um segundo momento, problemas imagéticos de um nome que realmente valha a pena podem ser minimizados por um bom trabalho de design, mas lembre-se que seu nome sempre precisará figurar em um texto no jornal ou em um blog na internet e nesses momentos ele não terá ninguém para defendê-lo. Ele vai ter que se responder ali, sozinho no meio das outras letras. Lembre ainda de verificar se a junção dos caracteres do nome não remete a nenhum emoticon desinteressante. Em uma época de comunicação via chat como a que vivemos, os caracteres falam e não seria interessante que o seu nome possuísse uma sequencia de caracteres como “olo”, que representa um “cotoco” no mundo da comunicação escrita – um bom incentivo para a concorrência brincar com você.

6. VERIFICAÇÃO DE DISPONIBILIDADE
Obviamente, é importante verificar se os nomes oriundos do processo de seleção estão disponíveis. Essa é uma etapa muitas vezes frustrante, mas que precisa ser encarada. Excelentes nomes e às vezes toda aquela campanha de marketing que surgiu na sua cabeça junto com ele precisam ser deixados de lado porque alguém chegou primeiro. É preciso verificar o “INPI”, o “registro.br” e, dependendo do caso, outros órgãos reguladores. Não caia na armadilha de começar a usar um nome pensando que o cara lá do Acre nunca vai achar você. Hoje, bons nomes têm sempre bons advogados buscando um pequeno motivo para processar alguém. Quanto à Internet, não desista de um nome só porque ele não tem domínio livre. Você sempre poderá encontrar um bom recurso para isso. Use sua criatividade – a Gol resolveu bem essa questão com o “voegol.com.br”, por exemplo.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.4: O Clã Imagética.

8 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Há muito, muito tempo atrás, nasceu um clã cuja doutrina era regida pelas imagens e a ética. Era um clã formado por artistas, dentre eles haviam escritores, desenhistas, escultores, pintores, músicos e artistas marciais, eles eram conhecidos por “Vetores”. Os Vetores seguiam os ensinamentos de seu líder para realizarem as missões que eram solicitadas ao clã. Todos esses ensinamentos foram idealizados pelo Líder dos Vetores, ensinamentos que tinham como propósito eternizar qualquer tipo de mensagem ou marca que fora solicitada em alguma missão para que o clã realizasse. O Líder eternizou todos os seus ensinamentos em um pergaminho sagrado e o selou na mais profunda das cavernas próximas a sede do clã.
Mas o clã se desfez com o tempo, em algum período do tempo o Líder se foi como poeira no vento, e os seus seguidores se espalharam pelo mundo, até que o clã fosse totalmente desfeito.
Mas o clã não fora esquecido.

Em um dia de sol um jovem homem, tão esperto quanto o antigo Líder, que ainda acreditava nos antigos ensinamentos do clã e passou sua vida à procura do pergaminho sagrado, enfim o achou. Então ele decidiu reviver o antigo clã, agora com seus próprios conceitos e os antigos ensinamentos do pergaminho. Ele teve seu primeiro discípulo, um outro jovem sagaz que teve os conceitos forjados pelos ideais do novo Líder, e agora já é visto como um sub-líder. Agora o clã está se refazendo, os ensinamentos de como usar imagem e ética estão sendo passados novamente, os Vetores estão ressurgindo, e acreditasse que esse novo Líder seja descendente direto do primeiro mestre. O Líder e o sub-líder selecionaram quatro novos seguidores, e eu sou um deles.

Muitos dias já passaram desde que o pergaminho fora reencontrado, muitas lições foram aprendidas ao longo dessas semanas, e novos métodos de criação e eternização de imagens estão se tornando parte dos conceitos e princípios dos quatro novos Vetores. Então, nos últimos dias muitos traços foram feitos, o branco das folhas se tornou infinitamente infinito diante da imaginação de cada Vetor. Aprendemos a registrar cada idéia, que nada pode ser desconsiderado, mas que ainda é cedo para se prender no primeiro traço. Por isso, agora estamos na fase de refinação de idéias, simulações de aplicações, e definição dos caminhos.


As duplas se aliaram aos lápis de cores e canetas de finalizações para refinar cada vez mais a infinidade de rabiscos criados ao longo das duas últimas semanas e as marcas da Brigadeiria Cacaueiro e do Bloco Pé de Samba estão quase definidas. Mas os traços ainda não estão acabados, as refinações estão sendo feitas com muito esforço, e o melhor é que as duplas não se prendem somente nas suas próprias missões, muitas foram as vezes em que as soluções de uma dupla foi mais útil no projeto da outra, e vice e versa. E a ajuda do Líder e do Sub-Líder também é muito válida para a finalização do projeto. Uma das melhores lições que aprendemos foi com um jogo criado pelo Sub-líder, em que tínhamos 3 minutos para criar a identidade de uma marca e as aplicações dela, baseado somente no nome e na função da empresa.

São muitas as lições já aprendidas na sede desse clã, sejam elas passadas pelos éticos ensinamentos do Líder, que vão de simples jogos infantis a teorias de psicólogos conceituados, ou até mesmo das situações ímpares que aparecem no dia a dia dos Vetores, e principalmente dos 5 minutos dedicados ao café. Aprendemos a rabiscar, refinar, e definir caminhos nessa última semana, filosofamos com frases como “A menor aplicação pode ser grande, desde que esse grande seja pequeno” nos divertimos no fim das tardes tocando violão ao pôr do Sol e por fim vamos pra casa com muito, mas muito mais conhecimento. Fazer parte desse clã me faz perceber que pra fazer Design não adianta só saber desenhar, vi que devo saber usar imagem com ética, esse é o ensinamento original desse clã, o Clã Imagética.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.3: E eu que nunca soube por que desenhei em toda minha vida.

4 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de passar por vários processos de levantamentos de dados, brainstorms, pesquisa teórica e pesquisa Imagética, o projeto brigadeiria e o projeto carnaval agora colocam a mão no lápis, a cabeça nos painéis semânticos e iniciam uma maratona de desenhos, imaginando como seria a logo de cada um. Os desenhos são baseados em seus arquétipos, nas suas formas, cores, texturas e conceitos (painéis semânticos).

A dupla do projeto carnaval (Bloco Pé de Samba) vem desenvolvendo alternativas, através de traços livres. Formas  redondas, com texturas mosaicas, são as base para que saia de um simples esboço uma grande marca. Foram desenvolvidos caminhos que retratam Boêmios, sambistas, árvores – um pé-de-samba ,instrumentos musicais
como o pandeiro, violão e cavaquinho característicos do samba.

Já a dupla  do projeto brigadeiro (Brigadeiria Cacaueiro) escolheu em suas formas linhas verticais, com texturas em xadrez, optando por traços cada vez mais simples.Os caminhos escolhidos  foram os que remetem a brigadeiros, chocolates artísticos, formas geométricas e referências que lembram  nobreza e arte.

O grande segredo desse momento de geração de alternativas através do desenho, é não se preocupar com detalhes, e sim fazer esboços que possam ser entendidos, economizando tempo para registrar mais idéias. Uma dinâmica de grupo com o jogo “Imagem e ação” foi adotada essa semana, para que pudéssemos abrir nossas mentes e facilitar o entendimento de que uma idéia pode ser transmitida com agilidade e simplicidade.

A vida não é fácil, e criar um esboço de como seria a logo de uma empresa é uma responsabilidade muito grande, mas com a ajuda de pessoas que amam o que fazem, com a boa musica e, claro, o café,  podemos olhar pro papel, rabiscar e esboçar alternativas que caberiam com as características semânticas de ambos.

A cada processo de construção da identidade visual, percebo que a sétima lei de John Maeda que diz “mais emoção é melhor que menos” é inevitável. O amor pelo que se faz é peça chave pra o sucesso do design.


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Projeto Vetor com nova versão móvel do blog

28 de September de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

Blog em versão desktop e mobile

Se você é daquelas pessoas que gostam um pouco mais de tecnologia, especialmente smartphones, essa novidade é quente: atualizamos o sistema que gera a versão mobile do nosso blog — agora bem mais bacana.

Utilizamos em nosso blog o plugin WPtouch para WordPress, desenvolvido pela BraveNewCode, que foi recentemente atualizado com várias novidades, dentre elas o suporte a um modo web app.

Para ter acesso a ele, basta seguir os seguintes passos:
Como instalar o web app

Assim, um ícone do Projeto Vetor aparecerá na Home Screen do seu iPhone/iPod touch. Esperamos que vocês gostem!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.2: Uma imagem vale mais que mil palavras!

24 de September de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Esse é mais um Diário de Bordo da viagem dos Vetores pelo universo prático do Design.

Mais uma semana se passou nas dependências da Imagética Design. Mais uma semana de trabalho e aprendizado para nós Vetores. Essa semana foi inteiramente dedicada à pesquisa imagética, que vai servir de base para a construção dos painéis semânticos.

As duas duplas, com seus conceitos e linhas de pesquisa definidos, passaram a procurar por imagens que pudessem transmitir exatamente o que a pesquisa teórica da semana anterior havia delineado. E tenho que dizer, não foi uma tarefa tão fácil quanto pode parecer.

Mais do que simplesmente copiar imagens da internet (ou de qualquer outro meio), a pesquisa imagética é uma verdadeira imersão no universo visual do cliente (empresa, produto ou serviço), que vai ser confrontado com as conclusões da pesquisa teórica. Nesse ponto eu percebi, e creio que todos os outros, que a pesquisa imagética é um dos primeiros estágios de verificação interna do projeto. Isso ficou claro nas mudanças que ocorreram nas escolhas feitas após o “brainstorm” da semana passada.

A dupla responsável pela Brigaderia havia escolhido o conceito Fortaleza clássica e exclusividade, mas logo se viu em apuros para retratar isso em imagens que se mantivessem pelo menos próximas ao universo do brigadeiro e do chocolate. Confrontados por essa dificuldade, tomaram a importante decisão de revisar o conceito, voltaram alguns passos no processo, e chegaram ao conceito final de Chocolate artístico, que tanto carrega a idéia de exclusividade anterior, como incorpora perfeitamente bem o arquétipo utilizado: o criador.

Já nós da dupla responsável pelo bloco de carnaval focado no samba de raiz, nos vimos sem conseguir transmitir em imagens as formas e texturas propostas para o projeto, e detectamos uma incoerência na escolha das cores, que não transmitia muito bem o conceito escolhido, qual seja, a boemia. Pensando nisso incluímos formas e texturas que se mostraram presentes no universo do samba e que não faziam parte da nossa linha de pesquisa, e enxugamos a escolha de cores, para que painel semântico enfatizasse melhor o conceito de boemia.

Reformuladas as idéias, as pesquisas fluiram mais facilmente e os painéis semânticos foram construidos e apresentados para o “nosso cliente” e para a outra dupla.

A lição que fica dessa semana, é que a pesquisa imagética é uma importante etapa na elaboração do projeto e não deve ficar de fora de qualquer metodologia empregada para criar identidades visuais. Ela permite ao designer, juntamente com a pesquisa teórica, a imersão total no universo do cliente, deixando pouco espaço para escolhas equivocadas. A construção dos painéis semânticos como ferramentas de auxílio e etapa de verificação do cliente, apesar de não serem uma regra, também se mostraram igualmente valiosos.

A conclusão óbvia após mais essa etapa, é que uma imagem, realmente, vale mais do que mil palavras.

Câmbio e desligo!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.1: Do Simples Café ao Brigadeiro de Carnaval

17 de September de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de participar do workshop de Metodologia Projetual, minha visão a respeito da criação de logos sofreu uma mudança. Para melhor.

Na Escola de Aplicação vamos colocar em prática em seis meses o que vimos em dois dias de workshop. Quais serão os desafios? E as novidades? O que nos espera?

Passamos por um processo de seleção que pode ser acompanhado pelos posts anteriores deste blog, tivemos um primeiro contato com os possíveis parceiros de trabalho desta jornada e agora estamos aqui, aprendendo. Na primeira semana de trabalho, foram sorteados os primeiros clientes e suas respectivas duplas: um bloco/escola de samba (Neudson e Simone) e uma brigaderia (Rafael e Ricardo).

Primeiro, precisamos do perfil deste cliente: foco, missão, posicionamento de mercado e de valor, valores, arquétipo, slogan, sobrenome/pré-nome e nome. Como nossos primeiros clientes são fictícios tivemos que criar os perfis completos.

Resumindo, ficaram definidos assim:

- BRIGADERIA
Prazer através do brigadeiro;
Nome: Brigaderia Cacaueiro;
Arquétipo utilizado: O Criador
Diferencial de mercado: inovação na utilização de ingredientes regionais nas receitas dos brigadeiros
Posicionamento de valor: mais por mais

- BLOCO/ESCOLA DE SAMBA
Diversão através do samba
Nome: Bloco Pé de Samba
Arquétipo utilizado: Bobo da corte
Diferencial de mercado: resgatar sambas clássicos
Posicionamento de valor: mais por menos
*Para mim, a maior dificuldade nesta fase foi escolher do nome da empresa.

Com os perfis prontos e em mãos, partimos para a etapa de definição e organização do cronograma de execução de tarefas e etapas. Este projeto terá dois meses de duração. Distribuímos as etapas e as datas de entrega e verificação de cada uma delas. Agora mãos à obra! Ou melhor, à pesquisa!

A dupla de reis do brigadeiro buscou as seguintes linhas de pensamento: história do chocolate – história do brigadeiro – brigaderias – receitas de brigadeiro – arquétipo do Criador (priorizando a inovação e a criatividade nos produtos diferenciando-os das demais brigaderias, que se comportam a priori como o arquétipo do Amante) – movimento artístico Art Déco – Art Déco na arquitetura de Fortaleza (para dar um toque regional à marca sem recorrer às imagens do sertão, que não condiz com seu posicionamento e comportamento arquetípico) e pesquisa de cores e formas a serem utilizadas.

A dupla de malandros do samba seguiu os seguintes caminhos: história do samba – história do surgimento do samba no Rio de Janeiro – história do carnaval – blocos tradicionais de rua de Fortaleza e do Rio de Janeiro – principais intérpretes do samba de raiz – músicas – arquétipo do Bobo da Corte – Arte Naif, Pop Art, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Chico da Silva, Antoni Gaudi e Romero Brito na pesquisa de cores e formas a serem utilizadas.

Todo dia antes de abrirmos os trabalhos, nos reunimos na “mesa redonda” onde discutimos o que foi pesquisado, quais as dificuldades que encontramos e as instruções de quais caminhos podemos seguir. Esta fase está sendo muito intensa, mas estamos sempre acompanhados de boa música, violão, café e bom humor.

O processo de pesquisa acabou? Sim e não! A fase de pesquisa teórica parou sim, mas para dar lugar à pesquisa imagética, que só vai começar depois de um brainstorming a respeito dos nossos temas: brigadeiro e chocolate; carnaval e samba. Esta fase é muito importante porque é a partir dessa chuva de idéias e de palavras que vamos extrair o conceito e os caminhos que vamos utilizar na criação das nossas marcas. Realizada a filtragem das palavras, os conceitos definidos foram:
BRIGADERIA – Fortaleza clássica e exclusividade
BLOCO – Boemia

O conceito deve ser uma interseção entre o foco, o arquétipo e o posicionamento da empresa. Agora sim, começaremos a próxima fase de pesquisa rumo à construção dos painéis semânticos.

Conversando com meus colegas sobre o processo de criação e nosso novo local de trabalho, percebi que concordamos em muitos pontos:
- a questão de aprender a se organizar melhor;
- algumas dificuldades na hora de escolher os caminhos, nomes, conceitos;
- o ambiente agradável e amigável do escritório e, que apesar de poder estar à vontade para tocar violão ou espairecer a mente, temos que ser conscientes de que somos acima de tudo profissionais responsáveis, que recebem cobrança e cumprem prazos;
- a música é boa;
- a importância da pesquisa, que abre os caminhos da criação para melhor qualidade do trabalho, e da grande ferramenta de apoio que o brainstorming é nas horas de decisão.

E no meu caso, tenho a acrescentar: duas pessoas pensam muito melhor do que uma.

Até a próxima!


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Princípios para um Bom Design

16 de September de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

Muito se debate sobre o design ser ou não uma arte, sobre a prioridade da função em relação a forma, sobre a primordialidade da intuição no uso de um produto, sobre como se dá a inovação em um projeto etc. A grande verdade é que esses debates, por mais interessantes que sejam (ou não), são absolutamente improdutivos. O conceito de design é muito abrangente e não se encerra em um único aspecto. O design é uma atividade holística, de alta fluidez, desde a sua metodologia projetual. Podemos pensar de maneira extremamente lógica ou totalmente não-linear e chegar, em ambas as situações, a resultados fantásticos. O design é o meio termo entre a arte e a ciência e é, por isso, chamado de arte-aplicada. Ele é como o cinza, que é feito de preto e de branco, e é, mesmo assim, diferente de ambos.

O importante é que, na prática, existem diversos princípios para um bom design. Como esses princípios podem muitas vezes ser considerados opostos, é natural que os designers enfatizem um ou outro desses aspectos, por filosofia ou mera preferência, levando o conceito de design para um ou outro lado. A verdade é que, quanto melhor esses princípios forem trabalhados em conjunto, melhor será o resultado. Assim, pode-se dizer que determinado produto tem um bom design ou que poderia ter um design melhor se considerasse o conjunto desses princípios, que sempre giram em torno da equação forma/função. Os 9 princípios abaixo são baseados nos 10 propostos por Dieter Rams, um dos grandes nomes do design no século XX:

Inovação - As possibilidades para se inovar em um projeto são inesgotáveis. Inovações tecnológicas ajudam, mas a inovação, no que diz respeito ao design, não se resume a isso. Ela vai da maneira de projetar ao resultado final e a pesquisa é fundamental, pois auxilia na verificação das soluções que já foram utilizadas para resolver determinado problema, permitindo que se possa encontrar caminhos diferentes e melhores. Para que um produto não seja apenas “mais um”, ele deve destacar-se e isso só pode ser feito por contraste, não por semelhança.

Funcionalidade – Forma sem função é arte e arte tem apenas função estética. O design se propõe a, no mínimo, comunicar algo, e essa função deve ser bem desempenhada. Um produto é concebido para ser utilizado. O design tem foco no usuário e deve satisfazer os critérios funcionais do produto, trabalhando para que a forma enfatize sua função e removendo tudo que o distancie de seu fim.

Estética – Em geral, utilizamos um produto várias vezes, mesmo que seja um produto gráfico, como uma identidade visual. O padrão estético deve estar intimamente ligado à função, já que a estética afeta nosso bem-estar e influi ou reflete nossa personalidade. Apenas projetos bem executados são verdadeiramente belos se considerarmos que “o belo é consequência do justo”. Um bonito espremedor de laranjas que não consegue espremer laranjas é apenas bonito, se espremesse laranjas divinamente bem seria, além de bonito, um “bonito espremedor de laranjas”, e por isso “belo”.

Intuitividade – A estrutura de um produto fala conosco, sua forma nos comunica algo e, quanto melhor ela comunicar suas funções e mais intuitiva for, mais fácil será seu uso e menor a necessidade de manuais (um produto que explica outro produto). O melhor é o auto-explicativo.

Honestidade – Nada melhor que superar as expectativas do usuário e nada pior do que não atendê-las. As expectativas criadas por um produto devem ser atendidas em sua função. Em design, devemos ser honestos.

Durabilidade – Obsolescência programada é um conceito abominável. Um produto deve durar o máximo que sua função permitir, do contrário estaremos produzindo hoje o lixo de amanhã. Os materiais utilizados em um projeto devem possibilitar a maior vida útil possível do produto em questão, respeitando os valores de mercado considerados para o mesmo. O conceito de durabilidade é fortemente percebido pelo usuário e conecta-se ao conceito de honestidade e de ambientalismo.

Minuciosidade – “Deus está nos detalhes.” As minúcias são importantes e o designer deve ser detalhista. Nenhum aspecto deve ser deixado ao acaso. O cuidado com os detalhes em um projeto de design demonstra respeito para com o usuário e o projeto.

Ambientalismo – Devemos evitar a poluição – visual e residual. Não devemos nos preocupar apenas com o fabrico de um produto, mas com seu descarte, cuidando dele do começo ao fim de sua vida útil, observando ainda o que é deixado pelo caminho nesse processo. Considerando os aspectos ambientais envolvidos em um projeto de design, o produto deve ser durável e consumir a menor quantidade de energia possível durante seu uso, tanto os componentes do produto quanto os resíduos gerados durante seu processo fabril devem ser recicláveis, assim como sua embalagem deve ser inteligente o suficiente para gerar o menor impacto possível à natureza. Tudo deve ser levado em conta. Vivemos em um planeta de recursos finitos. Observar a melhor maneira de tornar uma cadeia de produção circular ao invés de linear aumenta a durabilidade do planeta.

Simplicidade – Se algo não precisa estar lá então não deve estar lá – simples assim. O conceito de “menos é melhor” é muito caro ao design por forçar o foco no essencial, tornando o produto mais sincero, intuitivo e belo.

Em design não existem verdades absolutas, mas pensar sobre cada um desses aspectos durante um projeto certamente torna o produto melhor. Vida longa ao bom design!


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Painéis Semânticos

9 de September de 2010 - por Imagética Design - Design Gráfico

No workshop de metodologia projetual abordamos uma maneira interessante de se expor a pesquisa ao cliente, de maneira a trazê-lo para junto do processo sem corromper o projeto. Trata-se do painel semântico (ou em inglês mood board – tradução literal “painel de humor”), um painel com referências visuais para determinados aspectos do projeto, tais como cores, formas, texturas, conceito e cenário (cenários de concorrentes, de uso, de compra, de consumidor etc.).

O painel semântico vai sendo construído ao longo da pesquisa, e enquanto está sendo confeccionado pode conter textos explicativos sobre uma imagem ou grupo de imagens (um post-it pode ser útil), mas ao ser fechado para apresentação devem restar apenas imagens. Por quê? Isso não é uma lei (não existem muitas verdades absolutas no design), mas as imagens dizem mais e evocam a participação do cliente. Ao olhar para imagens agrupadas que tentam passar determinado sentido o cliente deve perceber esse sentido, simples assim. Ao observar um painel semântico de cores e perceber a importância do vermelho e do amarelo dentro do seu universo (mercado, arquétipo etc.) o cliente sente-se incluído no processo e o designer fez isso de maneira saudável, sem limitar o projeto a uma cor oriunda de “sabe-se-lá-onde” imposta pelo cliente. Após a apresentação dos painéis semânticos e sua devida aprovação todos sabem o que esperar do projeto, afinal, se foram aprovados painéis com cores quentes, formas retas verticais, texturas de metais nobres e um conceito de nobreza e qualidade ninguém vai esperar grafismos orgânicos, com tons amadeirados e uma tipografia caligráfica. Todas as partes (designers e clientes) estão alinhadas quanto às referências e expectativas do projeto.

Abaixo temos exemplos de painéis semânticos produzidos pela Imagética Design para a identidade visual da Confeitaria Sublime, formando uma parceria com a arquiteta Ligia Evangelista na parte de ambientação:

Um outro aspecto importante que podemos observar na utilização dessa ferramenta é o direcionamento das equipes de projeto. O trabalho em grupo sempre é muito saudável, aumenta a diversidade e riqueza do projeto, mas e quando temos mais de uma equipe cuidando de aspectos diferentes do projeto? Uma equipe desenvolvendo a logo, outra desenvolvendo grafismos, uma terceira cuidando da parte arquitetônica… Essa diversidade, se não for orientada, pode desvirtuar a identidade visual do projeto. Mais uma vez temos o auxílio dos painéis para evitar esse problema. Todos tendo em mãos (ou mais especificamente em paredes) os painéis, sabendo o significado aprovado em cada um, o projeto irá conter a mesma carga semântica em seus aspectos, mantendo seu alinhamento, direcionamento e assim sua coesão. O objetivo dos Painéis Semânticos em um projeto visual (seja gráfico, de produtos, ambientes etc.) é fomentar percepções visuais para as áreas que eles representam, estimulando a criação de forma direcionada, ainda mais neste caso, quando devemos alinhar o desenvolvimento dos trabalhos de duas equipes distintas, mas complementares, com o design gráfico e a arquitetura trabalhando juntos para uma melhor identidade visual.

Há sites onde se pode fazer painéis semânticos online, em alguns deles pode-se inclusive ter acesso a painéis criados anteriormente por diversos usuários sobre certo tema, basta procurar por “moodboard” nos seu buscador favorito.


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Selecionados para a Escola de Aplicação

1 de September de 2010 - por Imagética Design - Escola de Aplicação >Projeto Vetor

O Projeto Vetor vem caminhando já há alguns meses. Apresentamos uma palestra sobre design estratégico para 5 turmas diferentes, ministramos um workshop sobre metodologia projetual para 03 turmas diferentes, mas e a tão aguardada Escola de Aplicação? Bem, hoje se iniciará uma nova etapa no Projeto Vetor.

Foram muitas inscrições, muitos portfólios, muitos desenhos e muita dificuldade em selecionar aqueles que viriam a compor a vertente Escola de Aplicação do nosso projeto, principalmente devido à ótima qualidade dos trabalhos enviados. Para nos auxiliar nessa árdua tarefa, estabelecemos alguns critérios de eliminação, depois de classificação.

Os critérios de eliminação foram:
1- Não participou do Workshop de Metodologia Projetual? O conteúdo abordado lá é exatamente aquilo que poremos em prática nos próximos meses…
2- Não está estudando em nenhuma instituição de insino (superiror ou não)? Nós iremos por em prática os conhecimentos adquiridos nas escolas de design, onde há um cronograma de ensino e ementa clara, não teremos aulas teóricas no escritório…
3- Não enviou o material que solicitamos? Portfólio de design, portfólio artístico, comprovante de matrícula e currículo não são tão difíceis de se enviar por e-mail…
4- Não atendeu e nem retornou nossas ligações? Bom, iriamos marcar uma entrevista… Nós tentamos…

Os critérios de classificação com notas de 1 à 5:
1- Qualidade do portfólio de design.
2- Qualidade do portfólio artístico.

Após eliminarmos aqueles que não participariam da seleção ordenamos os candidatos por nota. Ficamos muito felizes em informar que todos obtiveram excelente performance, mas que infelizmente só temos 04 vagas. Convidamos os candidatos com melhor colocação para um bate-papo-lanche aqui no escritório, para nos certificarmos que todos sabiam como seria o projeto, esclarecer dúvidas e principalmente ver como eles interagiam, já que nós determinaríamos a formação da dupla de criação.

Bom, explicamos o processo, agradecemos a todos os inscritos, agora chega a hora de revelarmos os selecionados, correto? E eles são:
Dupla 01 – Paulo Ricardo e Rafael Maciel
Dupla 02 – Neudson Aquino e Simone Évans

Para os que foram selecionados, parabéns! Para aqueles que não participarão dessa turma, lembrem-se que semestre que vem abriremos outra, provavelmente selecionando candidatos durante o mês de janeiro.

Não deixem de acompanhar as atualizações do nosso blog (que agora serão mais constantes, nas mãos dos novos vetores) e fique por dentro das novidades mais recente através de nosso twitter (@ImageticaDesign).


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Reprise do Workshop de Metodologia Projetual Aplicada ao Design

10 de August de 2010 - por Imagética Design - Projeto Vetor >Workshop

Não se inscreveu no workshop de #MetodologiaProjetual Aplicada ao Design do #ProjetoVetor? #FAIL! Se inscreveu e não pôde comparecer? #epicFAIL! Assistiu ao workshop e quer recomendar para alguém que adoraria ter visto? #epicWIN!!! Temos a solução: Repetiremos o workshop.

Atendendo a pedidos, faremos uma reedição do workshop e dessa vez não faremos inscrições prévias. Começaremos às 19h com as 20 pessoas mais pontuais (#OrdemDeChegada). Vai ser na Saraiva MegaStore (Iguatemi), nos dias 16 e 17 de agosto. Resumindo:

WORKSHOP DE METODOLOGIA PROJETUAL APLICADA AO DESIGN (reprise)
Local: Saraiva MegaStore (Shopping Iguatemi Fortaleza)
Datas:
16 e 17 de agosto.
Duração: 06 horas (em 2 encontros de 3 horas)
Horário: 19:00 às 22:00.
Vagas: 20
Inscrições: Gratuitas! Por ordem de chegada…

Então programe-se, divulge e aproveite.


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Workshop de Metodologia Projetual Aplicada ao Design

9 de August de 2010 - por Imagética Design - Projeto Vetor >Workshop

Semana passada o Projeto Vetor deu uma força na parte “científica” dessa querida arte aplicada que é o design: Método. Os workshops ocorreram nos períodos da tarde e da noite em dois dias muito bacanas de explanações e atividades.

Sistema de Gerenciamento de Projetos Gráficos - Técnicas da T.I. utilizadas com design - Scrum e Kanban (com algumas mudanças) também podem ajudar a gerir Projetos de Design

O que é um método? Pra que serve um briefing? Como gerenciar um projeto? De onde vem e o que é o conceito? Como trazer o cliente para próximo do projeto? O que são Painéis Semânticos? O que são técnicas de estímulo criativo? Essas e outras perguntas foram abordadas nesse workshop.

Onde mora o Conceito?

Perguntas, prática, participação, envolvimento e interesse. Ingredientes básicos para um bom workshop, cuja receita é executada principalmente pelos participantes, e nesse o prato saiu fantástico.

Para todos que participaram, um pdf com o resumo da apresentação foi disponiblizado. Abaixo a imagem da tabela do método explanado durante o workshop.

Método para Projetos de Id. Visual da Imagética Design

Obrigado a todos os participantes e vida longa ao bom design!


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Escola de Aplicação – Coleta de Material dos Inscritos

9 de August de 2010 - por Imagética Design - Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Para que possamos continuar com a escolha dos 4 membros que comporão as 2 duplas de criação ao longo deste semestre, estamos coletando alguns documentos dos inscritos através do e-mail contato@imagetica.com.br:
01. Comprovante de matrícula em faculdade ou curso técnico nas áreas de comunicação ou projeto (Artes, Arquitetura, Design, Comunicação, Estilismo, Novas Mídias, Moda, Publicidade, Propaganda etc.);
02. Portfólio de Trabalhos de Design Gráfico (projetos e peças produzidas, mesmo que sendo trabalhos acadêmicos ou fictícios);
03. Portfólio de Trabalhos Artísticos (desenho, pintura, escultura, fotografia, colagem, montagem, instalações etc. – feitos a mão ou digitalmente);
04. Currículo.

Algumas observações:
01. A data limite para envio do material foi prorrogada (atendendo a pedidos) para domingo,  dia 15/08/2010;
02. Um blog ou site pode constar como portfólio, mas ainda assim envie as imagens originais por e-mail, para caso seu site saia do ar ainda podermos contemplar seu trabalho;
03. Um portfólio ou currículo de um designer também é uma peça de design, onde a criatividade, organização e técnica estão presentes não só nos trabalhos, mas também na maneira como estão expostos. Inove e surpreenda sem deixar de comunicar eficientemente.

Os candidatos aprovados nessa etapa de checagem serão convidados para uma entrevista aqui no escritório, entre os dias 18 e 25 de agosto. Em seguida divulgaremos os nomes dos 4 membros da primeira turma da Escola de Aplicação do Projeto Vetor, aqui no blog, no dia 30/08. A Escola de Aplicação se iniciará no dia 01 de setembro.

Boa sorte!


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Depoimento de um Vetor

3 de August de 2010 - por Aluno Vetor - Design Gráfico >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

“Após tentar inúmeros cursos relacionados à interpretação de imagem, sem obter sucesso, fui convidado a participar do projeto vetor como aprendiz de Designer. No final do segundo mês, frequentando diariamente, me consolidei com a motivação de concluir o aprendizado e me formar na área.

Briefing, Brainstorm, metodologia projetual e prática, muita prática, foram itens apenas de introdução verbal anteriormente a minha entrada no projeto vetor. Na Graduação até chega-se a entrar em discussão a respeito de tais assuntos, mas pela falta de uso e uma boa explicação tornaram-se obsoletas essas questões tão importantes para o bom Design.

Muitas pessoas fazem cursos extracurriculares como uma forma de complementar o que está aprendendo na graduação (independente do curso), e acaba deparando-se com assuntos, se não diferentes, com o mesmo nível de instrução. No projeto vetor, para mim, foi o inverso disso, tornando o curso superior secundário em relação ao aprendizado voltado ao Design Gráfico. Todos os itens anteriormente citados são abordados de forma esplêndida, trazendo a necessidade do uso e da aplicação prática do que foi aprendido. Considero o projeto de suma importância para todos que querem ser direcionados de forma correta ao conceito projetual e ao mundo de novos pensamentos no ramo do Design.”

Lucas Jonatha

Lucas Jonatha
Lucas foi o primeiro a participar da metodologia hoje utilizada para a escola de aplicação, chegando ao escritório antes sequer de prestar vestibular. Participa do dia-a-dia do escritório a 16 meses, hoje cursa Design, é apaixonado pelo que faz e já participou de mais de 16 projetos.


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Primeiros Passos…

14 de July de 2010 - por Imagética Design - Palestra >Projeto Vetor

O Projeto Vetor já começou! Seus primeiros passos foram dados, antes mesmo dele ser batizado, através da realização das palestras sobre Design Estratégico na Saraiva MegaStore.

O mercado de design é feito por todos nós, estudantes, profissionais e consumidores. Nós moldamos o mercado, determinamos seu comportamento e o modo como ele é percebido, em um processo de contínua retro-alimentação. Parte de nós simplesmente ignora a responsabilidade que tem sobre o que o mercado é e representa, alimentando uma visão platônica sobre o mesmo. Todo mercado é um sistema vivo, sujeito às ações de seus integrantes, e reage à essas ações, o que torna seus participantes simultaneamente condutores e espectadores de sua evolução.

Colaborar para o desenvolvimento do mercado de design é uma tarefa tão bela quanto árdua. Nós queremos ser mais uma força, mais um vetor apontando nesse sentido: para o alto, sem tirar os pés do chão. Nós sabemos onde estamos e para onde queremos ir.

Semear as mentes dos estudantes de design com conceitos como ética, comprometimento e técnica é cuidar, hoje, do futuro. Nem toda semente germina, mas nós estaremos muito felizes se uma pequena parte delas crescer e der frutos porque nós sabemos o imenso poder de uma única pessoa caminhando na direção certa. Esses são nossos primeiros passos…


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