DIÁRIO DE BORDO 2010.2.19: It’s show time.

10 de February de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Estamos chegando no final do nosso segundo projeto, e é chegada a hora da grande apresentação final. Estamos elaborando a apresentação do Vista a Camisa, que está ficando muito boa, modéstia à parte. Mas como se prepara uma apresentação? O que mostrar, quando mostrar, como mostrar?
Não existe receita de bolo pra isso. Cada projeto tem suas peculiaridades e consequentemente vai pedir uma apresentação diferente. Tanto na ordem da apresentação, no ritmo e até mesmo no clima. Uma apresentação de um projeto de uma marca séria, vai pedir uma apresentação com esse clima, já a de uma marca mais despojada pode se utilizar desse espírito para conquistar ainda mais o cliente. Lembrando sempre que não se trata de convencer o cliente que seu projeto é bom, ele deve ser bom desde o ínicio, você vai apenas mostrar que ele é bom.
Contudo, mesmo que cada projeto peça algo diferente, existem algumas dicas que podem ser seguidas para construir um roteiro de apresentação.
Relembrar: Se não for a primeira reunião que você tem com o cliente, com certeza você já apresentou fases anteriores do projeto pra ele. Então vale a pena recapitular o que já foi apresentado, trazendo aos poucos o cliente outra vez para dentro do projeto e preparando o terreno para o material novo que vai ser apresentado. Geralmente aqui relembramos o perfil da empresa e os painéis semânticos, reafirmando o conceito, as cores e as formas do projeto.
Contar uma história: Chegou a hora de mostrar a marca em si. Mas não dá pra simplesmente baixar a cortina e mostrar o resultado final assim do nada. É preciso construir uma expectativa pelo que vai ser mostrado, e pra isso uma boa história dá conta do recado. Tente construir uma narrativa atraente, utilizando dos elementos, conceitos e idéias que levaram à concepção da marca. Um bom discurso consegue vender até a mais fraca das idéias, mas até mesmo uma boa idéia pode ser arruinada por um discurso ruim.
Capitalizar: Não, não é a hora de ganhar dinheiro, é a hora de mostrar que o dinheiro do cliente valeu a pena. Depois de mostrar o “peixe”, agora você vai valorizá-lo. Esse é o momento de mostrar que a idéia não saiu de um lampejo de inspiração no meio de um sonho. É aqui que você vai deixar claro que trabalhou (e muito) pra chegar até a solução apresentada. Mostrar rascunhos, desenhos e rabiscos dos vários caminhos pensados, mostrar que a marca foi pensada dentro de uma lógica construtiva, todos os pequenos detalhes que ficam ocultos quando apenas se mostra a marca.
Hora do show: Agora é a hora do show propriamente dito. Depois de servir o prato principal, é o momento de mostrar como a marca vai funcionar e de construir a identidade visual, apresentando as aplicações que foram pensadas. Aqui o “visual” é muito importante. Invista nos “renderings” para dar ao cliente a sensação mais próxima possível de como vai ficar o material finalizado. Lembre-se que as aplicações vão ganhar forma física, e vão ter um tamanho, forma e texturas específicas, projetadas por você, e isso tem que ser mostrado para o cliente de alguma forma. Apenas mostrar as duas lâminas de um cartão de visitas, sem idéia de proporção e do material que ele vai usar, é bem menos atraente do que uma imagem que mostre uma pequena pilha de cartões em  uma mesa, junto com outros materiais, dando ao cliente a real sensação de como vai ficar.
Finalizando: No final faça um pequeno apanhado geral do que foi apresentado, e procure encerrar a apresentação com alguma última surpresa, de maneira marcante. Pode ser uma frase de efeito, uma imagem que reforce a idéia da marca, ou até mesmo uma música. O importante é não terminar com apenas um “The End”.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.18: Depois da arquitetura vem o design de interiores.

28 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Logo depois de todo o estudo de fluxo, e de listar todos os caminhos possíveis que o usuário poderá ter dentro do site, e de termos feito um mapa de site compreensível, criamos uma estrutura fixa para o site.

Temos um arquiteto na equipe, e sua ajuda foi bem útil na hora de “arquitetar” a estrutura do site. Levando em consideração o nível de importância de cada link, página e conteúdo durante a criação da arquitetura do site, a estrutura ficou decidida e agora veio a hora da criação do layout baseado em todo o projeto.

Na teoria, é como pensar em um prédio e em sua arquitetura. O site seria o prédio, e seus andares seriam suas páginas. Todos os “andares-páginas” do “prédio-site” têm a mesma estrutura, o design do interior pode ser o mesmo, mas o seu conteúdo pode ser diferente.
Com isso na mente, passamos de arquitetos para designers de interiores.

Assim saiu o layout do site, e é mais do que óbvio que ele veio depois de muitos traços à mão mesmo. Agora ele já está em fase digital, quase pronto para funcionar, em ponto de bala.

Mas mesmo assim, mesmo estando tão avançados no projeto, fizemos um check-list de tudo que já foi feito e vimos que ainda passamos direto por alguns pontos, então, enquanto alguns Vetores continuam a empurrar o site pra frente, outros voltaram um pouco nas tarefas perdidas para que o projeto chegue completo no final.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.17: Caindo na rede.

27 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Não, a gente não tirou a semana pra dormir. A rede que a gente caiu de cabeça essa semana, foi a rede mundial de computadores. Os esforços da equipe do projeto vetor foram voltados para a elaboração do site que vai mostrar o Vista a Camisa para o mundo.

Começamos a semana levantando e listando o conteúdo do site e suas necessidades de navegação. Com isso foi possível identificar itens que se repetiam em várias áreas do site e classificar todos segundo um nível de importância para o usuário.

Com isso pronto, passamos para uma parte muito importante do desenvolvimento do site, que é o fluxo de navegação. Colocamos todos os itens no quadro com “post it” e criamos as ligações entre eles, tentando reproduzir os caminhos do usuário pelo conteúdo. Fazendo isso foi possível perceber melhor como o site iria funcionar e também encontrar lacunas no conteúdo que só se fizeram evidentes quando “buracos” surgiam durante a navegação.

Com o conteúdo todo fechado e o estudo de fluxo feito, começamos a pensar nas estruturas necessárias para receber o conteúdo requerido pelo site, buscando agrupar os itens com o mesmo nível de importância na mesma estrutura e mantendo-as sempre nos mesmos locais. Tudo para ajudar o usuário a criar uma rotina de navegação e assim ficar mais fácil encontrar o que ele precisa no site.

Mas pensou que daí a gente já estava pronto pro layout? Ainda não. Voltamos para o conteúdo, listando-o dessa vez para cada página individual, indicando onde cada um se encaixaria dentro da estrutura proposta.

Foi bastante trabalho, mas chegamos no final da semana com uma estrutura de site coesa, pronta para ser trabalhada visualmente na fase de layout e ganhar a cara do Vista a Camisa.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.16: Cores, formas, rabiscos e agora… pixels!.

14 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Esta semana foi muito produtiva. Finalizamos o que foi definido como prioridade gráfica do projeto Vista a Camisa e fizemos algumas mudanças importantes nas aplicações. Testes de redução, finalização das estampas e colorização, divisão de tarefas… Mais uma vez o SCRUM (nosso quadro de tarefas) foi peça fundamental para dar ritmo à nossa produção. O desenvolvimento da embalagem foi o nosso foco principal nos últimos dias, mudamos seu formato e fizemos bonecos para testá-la. Para quem não sabe o termo “boneco” se refere ao protótipo, uma experimentação para sabermos se o modelo realmente funciona e quais ajustes devem ser feitos nos vincos e cortes. Graças a estas mudanças, tivemos que repensar as aplicações de cartão de visitas e tag, que estavam intimamente ligadas ao modelo anterior.

A partir de agora, focaremos nossos estudos e esforços no planejamento e execução do material digital do nosso projeto. É… a loja virtual ganhará corpo, cor e conteúdo! Com a identidade visual bem definida estamos afinados para os novos desafios que este grande projeto nos reserva.

Ah! Mais uma novidade!

Aproveitando o período de férias, estamos participando de atividades extra-curriculares dentro do projeto vetor: eu, Simone, estou conhecendo o mundo do desenho técnico pela manhã, e à noite, me junto ao vetor Ricardo na caminhada rumo ao traços mais afinados para ilustração.

Encerro por aqui, então…

Até a próxima!!!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.15: De volta para o futuro resultado final.

7 de January de 2011 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Essa semana, o projeto vetor teve que correr para não atrasar o cronograma de atividades.

O cronograma, como em qualquer outro projeto, deve ser seguido firmemente para que todo o processo seja desenvolvido de forma organizada.

Depois de muita correria desenvolvendo varias alternativas, finalmente chegamos numa marca para o projeto “Vista a Camisa”.

Foram desenvolvidos também varias aplicações, dentre elas: cartões de visita, tags, embalagens, estampas, etiquetas, flyer.

Com as aplicações da marca, ficamos entusiasmados com o trabalho desenvolvido, pois já podemos ter uma idéia de como ficará o resultado final.

Tudo isso terá que ser apresentado ao termino desta semana para o cliente, esse  vai ser o momento mais aguardado de todo o projeto, ele que aprovará e dirá se todo seu projeto é válido e tem fundamentos.

Na semana passada tivemos a reunião com os clientes do projeto vista a camisa.

Foi o momento que descobrimos o quanto nós já fizemos, e o quanto ainda teremos que fazer.

Refinamos a marca do projeto vista a camisa, criamos o grafismo e desenvolvemos estampas com ilustrações e idéias que remetam à temas sociais, ambientais e econômicos.

A ilustração tem que passar um ar irônico e engraçado, e  ao mesmo tempo, falar dos temas de responsabilidades sociais. Teremos surpresas semana que vem. Até lá!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.14: Engrenando a Segunda.

20 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de uma semana inteira de desenhos, rascunhos, rabiscos, alternativas sem fim que nunca pareciam ir na direção correta, finalmente sentimos que acertamos o alvo.

No começo da semana uma alternativa finalista foi escolhida e passou a ser desenvolvida e refinada pela equipe. O símbolo e logotipo ganharam malha construtiva e versão vetorizada.

Grafismo

Junto com a definição da marca, começou também o processo de elaboração de alternativas para as aplicações, que de tão numerosas tiveram de ser classificadas pela sua prioridade dentro do projeto. Cartões de visita, embalagens, tags e etiquetas estavam na linha de frente de uma lista de prioridades nada pequena. Isso significou mais uma semana de novos desenhos e rascunhos tentando chegar nas melhores idéias para o material que vai compor a identidade visual do Vista a Camisa.

Chegar no final dessa semana, ainda um pouco atrás do cronograma estabelecido, mas com a marca definida, e as aplicações em andamento deu uma levantada nos ânimos de todo mundo e agora a tendência é as coisas ganharem uma marcha mais acelerada. Esperamos chegar na nossa data limite antes do recesso com uma pequena apresentação interna da marca e de como ela vai funcionar em algumas das principais aplicações.

Depois de um bom tempo sem conseguir sair da primeira marcha, e não sentir o carro andar, engrenar a segunda e ganhar velocidade é muito bom. Agora é engatar a terceira, a quarta e alcançar os 100 km/h, porque o tempo é curto e o cliente está esperando!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.13: Run vetores! Run!

10 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Rabisca, desenha, discute, rabisca, confere o cronograma, faz mesa redonda, desenha, discute… ufa! Esta tem sido a nossa rotina nesta semana de Projeto Vetor. E a logo? Está pronta? Boa pergunta.

Somos 4 cabeças pensantes no projeto “Vista a Camisa”, mas apesar do número favorável para um trabalho mais rápido, ainda não definimos o desenho que virá a ser a marca e estamos atrasados com relação ao cronograma estabelecido no início do projeto.

Isso não quer dizer que a produção de alternativas esteja parada, ao contrário, está a todo vapor! “O que acontece então, que ainda não escolheram a marca?” Acontece que mesmo com todos os desenhos produzidos, ainda não encontramos a maneira perfeita para representar este projeto.

Isso pode acontecer durante um processo criativo: uma idéia pode vir à tona muito clara e rapidamente, e às vezes não.  Precisamos ir a fundo nos caminhos, recorrer aos painéis semânticos  e objetivar as nossa buscas, já que temos muitas idéias boas, mas nenhuma fechada  para o que pode ser utilizado em nosso trabalho.

Setas, triângulos, tags, exclamações, camisetas, linhas… tudo foi utilizado para a construção das nossas idéias. Chegamos a escolher um caminho, mas logo encontramos falhas na leitura e execução dele, portanto voltamos para os painéis semânticos e rabiscos anteriores e recomeçamos a geração de novos caminhos.

A criatividade deve ser exercitada e o senso crítico também. Escolher qualquer idéia por causa da pressa é falta de respeito com o cliente, com o projeto e com o design. Afinal, a marca deve transparecer a identidade da empresa e agregar valores positivos a ela, não o contrário.

Até a próxima!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.12: Voltando aos traços.

3 de December de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

O início do mês vem no fim de mais uma semana no Projeto Vetor, engajado agora com o Projeto Vista a Camisa.

O perfil do Vista a Camisa foi definido no final da semana passada, então demos início a pesquisa imagética, e antes do fim dessa semana os painéis já estavam prontos.

Então os primeiros traços da geração de alternativas começaram a ser feitos, de novo estamos fazendo os desenhos, na verdade os registros de ideias, baseados em toda a pesquisa que foi feita, como foi aprendido no primeiro projeto.

Mas diferente do primeiro projeto, voltamos aos traços com mais mãos sendo usadas para o mesmo fim, antes desenhávamos em projetos diferentes, agora estamos riscando juntos em um projeto só, como é o foco do Vista a Camisa, pelo fato de apoiar instituições que querer unir as pessoas para engajarem em uma causa.

Então agora estamos juntos, os quatro Vetores, em um grande projeto, pesquisando, estudando, desenhando e se estressando, e mesmo com o tempo corrido, mesmo pelo fato de sempre estarmos envolvidos em mais de um trabalho, tanto dentro como fora do Projeto Vetor, tentamos fazer do Vista a Camisa um ótimo projeto, não só pela sua grandeza, mas também pela beleza que ele tem, pelo nobre e belo ato de apoiar.

E finalizando, continuamos adquirindo mais e mais conhecimentos no Projeto Vetor, e agora descobrindo mais e mais sobre as limitações humanas.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.11: Um molde em construção.

26 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana nós finalmente definimos o perfil do projeto “Vista a Camisa”!

No começo desta semana tivemos uma breve reunião com o cliente,  fazendo-nos ficar a par do englobamento do projeto, tornando viável então a capacidade de fazermos as alterações necessárias no perfil que precisávamos definir para delinear as pesquisas iniciais.

O perfil de uma corporação é muito importante, pois transparece suas características e seus valores, determinando a sua posição no mercado (seu principal diferencial).

Decidimos também o conceito, as cores, as formas e as texturas, que como referência, é fundamental existir a pesquisa de imagens. Mas enquanto o painel semântico não está pronto, não custa nada citar os tópicos que futuramente dará um melhor rumo e forma ao nosso projeto:

Conceito
Atitude e prosperidade.

Cores
Laranja, verde.

Formas
Linhas diagonais, ângulos agudos e triângulos.

Textura
Têxtil, tecido (natural)

Decidimos trabalhar com o conceito atitude porque é o ponto de partida para fazemos qualquer mudança. No conceito a prosperidade mostra claramente onde queremos chegar, o objetivo a ser alcançado.

A cor laranja transmite atividade, abundancia e inspiração. Enquanto a cor verde reflete natureza, esperança, generosidade, vida e principalmente prosperidade.

Nas formas, diagonais e angulares, transmitiremos todo o movimento e direção que visamos alcançar. A textura de tecido tem uma identificação forte com o nosso principal produto, que é a camisa.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.10: Vestindo a camisa.

22 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao final no Projeto Vetor. Como vocês sabem, iniciamos um novo projeto de identidade visual essa semana, o Vista a Camisa.

A semana estava programada para começar com uma reunião com os clientes, idealizadores do Vista a Camisa, para tentarmos fechar o perfil da “empresa”, mas infelizmente não foi possível. O que foi uma pena, pois seria interessante ter esse primeiro contato com um cliente real dentro do projeto. Mas contornando a falta da reunião, foi elaborada uma entrevista por email, que foi prontamente respondida, e nos deu a base para construir o perfil do Vista a Camisa, que ficou assim:

DETERMINANTES DE MARKETING

Foco (necessidade humana que atende)
Relacionamento das pessoas com o planeta de forma sustentável

Missão (como atende essa necessidade)
Por meio da venda de camisas

Posicionamento de mercado
Contribuir para um mundo mais sustentável ajudando as instituições engajadas em causas sustentáveis

Posicionamento de valor
Mais pelo mesmo

Valores

Solidariedade, Sustentabilidade, Paixão, Qualidade, Seriedade, Transparência, Irreverência, Juventude

DETERMINANTES DE COMUNICAÇÃO

Arquétipo
O Prestativo

Nome
Vista a Camisa

Temos feito bastante pesquisa sobre o tema da sustentabilidade de forma geral, para compreender a real abrangência do conceito, que é muito mais do que apenas ambiental. Temos focado em pesquisas de materiais e processos sustentáveis para a confecção das camisetas e também para o restante das peças gráficas. Por que afinal de contas, se vamos vestir a camisa da sustentabilidade que seja pra valer.

Fechamos a semana de hoje fazendo o brainstorm para tentar definir o conceito que vai nortear o projeto e as pesquisas da próxima semana, que serão pesquisas imagéticas que ajudarão a compor os painéis semânticos que forem necessários. Mas no próximo Diário de Bordo vocês ficarão sabendo sobre isso!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.9: Interseção.

12 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Iniciamos a semana com emoção: a apresentação do produto final para o cliente e o início da segunda parte do projeto vetor: a chegada de um novo projeto.

Depois de todas as correções e correrias, finalmente apresentamos a marca e a identidade visual do Bloco PéDeSamba e Cacaueiro Brigadeiria ao cliente. Na verdade, como já sabemos, este cliente é fictício, portanto nos apresentamos aos colegas que não acompanharam os processos, com esta finalidade. Estes foram divididos em três tipos: o cliente curioso, que pergunta tudo sobre como o material foi pensado; o cliente que gosta de tudo, que aprova todas as peças na primeira vez que as vê; e o cliente “olho de águia”, que encontra erros, defeitos, propõe alterações, faz perguntas, enfim, que interage muito com os designers durante a apresentação. Os trabalhos foram aprovados e os clientes-colegas ficaram satisfeitos com os resultados finais.  Está curioso? Eis uma pequena amostra do que foi apresentado nesta segunda-feira:

O processo acabou? Não! Está na hora de começarmos a diagramar o manual de identidade visual das nossas marcas. Mais uma vez, iniciamos nosso dia de trabalho com uma mesa-redonda para discutirmos o que foi bom e o que não funcionou durante a apresentação, além da listagem dos pontos a serem abordados no material do manual. Depois disso, vem a grande novidade: o novo projeto! Cliente real, mas filantrópico.

Este novo projeto se chama “Vista a Camisa” que tem como idéia principal arrecadar fundos para ajudar projetos sociais que fazem um trabalho legal na cidade. Esta arrecadação virá da venda de camisetas. Todo semestre, o “Vista a Camisa” trabalhará com um tema específico e ao final dele irá transformar o dinheiro das vendas em benefícios para o projeto social escolhido. Vamos ter que desenvolver a marca e a identidade visual, além de material para internet, já que a venda de camisas se dará por meio do site. Faremos um levantamento das ações promovidas na cidade, bem como das empresas que podem se tornar patrocinadores da idéia. Estamos muito empolgados com a novidade. Temos menos tempo para a execução do projeto, mas desta vez ele será feito a quatro mãos. Isso mesmo, as duplas viraram um quarteto.

Mas e quanto aos manuais? Faremos ao mesmo tempo.  Aí entra a função principal de um cronograma bem planejado e nosso novo amigo de aventuras: o SCRUM. Scrum é um quadro onde dividimos as tarefas e seus respectivos representantes; ele aponta as quatro etapas da confecção do trabalho: atividade por fazer, em andamento, a verificar e concluída. Parece com uma pista de corrida em que os carros são os post-it’s contendo nossas tarefas, o que possibilita maior controle sobre a execução delas.

Agora estamos num momento de interseção entre o antigo e o novo desafio. Como será o resultado final?

Até a próxima!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.8: E eu que pensei que saber desenhar bastaria.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Já se passaram dois meses desde o início do projeto vetor, e esse foi o tempo que nos foi designado para finalizar os nossos primeiros projetos. Ao longo de todas essas semanas muito conhecimento foi absorvido, novas teorias foram aprendidas e muitos conceitos evoluíram.

Cada dupla de Vetores ficou incumbida de criar identidades para duas empresas totalmente diferentes, assim nasceram o Bloco PéDeSamba e a Cacaueiro Brigadeiria. As primeiras ideias para as identidades foram sempre registradas a mão, e foi nessa hora que vimos a grande diferença entre desenhar e projetar. Nós não desenhamos aleatoriamente qualquer coisa que fizesse lembrar um brigadeiro ou um malandro do samba, na verdade projetamos tudo com base nos estudos que fizemos, e cada traço feito tinha referência nas pesquisas teóricas e imagéticas que levamos semanas para concluir. E isso levou as duas duplas a resultados realmente bons ao fim dos projetos, e então foi o momento de criar um script de como seria a apresentação de ambas as marcas para nossos respectivos clientes.

É a hora de mostrar para o cliente toda a história que tem por traz de sua marca, que conseguimos projetar tudo aquilo que ele realmente estava querendo que sua marca representasse, que cada traço tem um significado.

E agora, na última semana, fizemos simulações de apresentações das marcas para a equipe, foi uma apresentação interna, mais para observar quais estão sendo os pontos fracos e fortes de cada apresentação, é a hora que paramos e verificamos cada detalhe, para que nada possa passar despercebido e que faça tudo sentido.

Agora vejo que querer entrar para o mundo do Design não é só por que você sempre desenhava na hora da aula, saber desenhar é importante, mas não basta, o desenho tem que fazer sentido, e para fazer sentido não adianta ser um desenho qualquer, os traços precisam ser feitos por alguma razão, cada traço tem seu significado, por isso fazemos tantos estudos, pegamos referências e adquirimos mais e mais conhecimento, para que tudo tenha sentido nos nossos projetos, e esse é o momento em que paramos de desenhar e começamos a projetar.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.7: O início do fim.

5 de November de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Nesta semana finalizamos as aplicações necessárias dentro das identidades visuais projetadas. Todas as aplicações são feitas primeiramente a mão, da mais simples (como um cartão de visitas), até a mais complexa. Todos os detalhes são analisados, pensando em como inserir a logo, texturas e grafismo, tudo isso alinhado com a identidade e mantendo a coerência para que todas as aplicações formem uma unidade.

O Bloco PéDeSamba procurou aplicações da sua identidade visual em instrumentos como o tamborim, repique, cuíca, caixas de guerra, marcações etc. e criaram diversos modelos de blusas, estandartes e bandeiras, tudo isso, claro, baseado nos seus conceitos, formas, cores e textura.

Pensando da mesma forma a Cacaueiro Brigadeiria também desenvolveu as varias aplicações necessárias: caixas de chocolate, cardápios, papel timbrado, cartão de visitas, fardamentos, fachada etc.

Depois partimos para o computador para a vetorização ou renderização das aplicações, para termos uma visão mais exata de como ficará o produto final. Tudo deve ser pensado antes de ir ao computador, que é um instrumento de execução e não de criação – a criação no papel é mais rápida e eficaz. A facilidade de entendimento do cliente é fundamental, por isso um bom redering comunica muito mais que as vetorizações chapadas (não confundir os arquivos de execução com os que devem convencer ao cliente de que aquilo se trata de uma peça real).

Encerramos a semana com uma apresentação interna, para corrigirmos detalhes de ultima hora, e agora faremos o arquivo de apresentação para o cliente, mostrando que o projeto atende os aspectos formais e funcionais.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.6: Dos traços aos bits.

25 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Mais uma semana chegando ao fim no projeto vetor. Depois de muito papel riscado, muita idéia rabiscada, aplicações, malhas construtivas, finalmente chegou o momento das logos nascerem no mundo digital. Corel Draw e Illustrator são agora as ferramentas pra levar os projetos um passo à frente no processo.

Pra mim foi diferente chegar no computador com algo completamente definido. Claro que algumas coisas ainda ficaram para serem testadas e melhoradas no ambiente digital, mas a comum insatisfação com uma idéia mal nascida, que parecia muito legal no papel, mas quando chegava na finalização no computador perdia todo seu encanto, desapareceu.

Mas também não era pra menos. Cada logo foi estudada e planejada à exaustão. Cada detalhe foi pensado pra se encaixar dentro de um plano maior, que era transmitir os valores da empresa que estava ganhando uma nova identidade visual.

Foi muito fácil até de construir as logos digitalmente, já que todo o roteiro de construção das mesmas já havia sido definido antes. E foi muito legal vê-las surgir na tela do computador tal e qual elas terminaram no papel. Tanto que quando cada dupla terminava o trabalho de vetorização da sua logo, chamava os demais para ver o resultado final, que não era surpresa pra ninguém, mas que enchia de orgulho.

Mas ainda tem muita coisa pra finalizar. As aplicações ainda não sairam do papel, mas aos poucos serão também finalizadas no computador, e à medida que isso vai acontecendo, vai ficando cada vez mais claro a importância de todo o processo anterior de elaboração de idéias de forma exaustiva no papel.

Em pouco tempo teremos o material básico das identidades visuais prontas para a apresentação, e depois daí, outra etapa se inicia. Mas quando a gente chegar lá, a gente conta!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.5: Estou a dois traços do paraíso.

15 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor



Continuamos nossa caminhada rumo à finalização das nossas marcas. Finalização à mão. Mas por que ainda continuamos no processo manual de criação? – você pergunta – porque ainda não foram esgotadas todas as possibilidades de alternativas que podemos gerar.

Nesta semana tivemos três dias úteis de trabalho graças ao feriado prolongado/imprensado do dia 12 de outubro.  Nestes dias decidimos qual seria a alternativa de marca “vencedora” entre nossas idéias para ser melhor trabalhada. Agora temos que aplicar nossa logo nos materiais que serão utilizados em nossas empresas.

Os reis do brigadeiro escolheram o desenho que reflete o posicionamento da Cacaueiro Brigadeiria: imponente, limpo, bonito, clássico, e chique. A marca será aplicada em camiseta, avental, chapéu de mestre cozinheiro, cardápio, transporte, embalagem, uniforme, crachá, sinalização interna e externa e nas louças, a priori.

Os malandros pés de samba escolheram o desenho que reflete a boemia, conceito do Bloco Pé de Samba. A marca será aplicada em camisetas (para o desfile do bloco, para uso casual e para apresentações mais pomposas), estandarte, bandeira, instrumentos, crachás, bolsas (mochilas e porta-instrumentos) e chapéu, a priori.

A brincadeira está em fazer todas estas aplicações à mão! Isso mesmo! Então você pergunta: ‘Por que não vetorizar logo os desenhos e começar os testes no computador?’Pelo fato de que é muito mais rápido registrar as novas idéias num rabisco. Quanto mais tempo gastamos no computador finalizando UMA idéia, menos vamos raciocinar, menos idéias novas e diferentes vamos registrar. E se o resultado não agradar, volta-se à estaca zero.  Neste tipo de abordagem estão fortemente diluídos os conceitos de projeto: planejar, representar por meio de projeção; e de design: denomina-se Design qualquer processo técnico e criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato.

O processo criativo continua forte em nosso trabalho, agora nossos esforços estão concentrados em como ser criativos dentro do desenvolvimento da técnica em nosso processo: depois de usar da liberdade para desenhar as logos, é hora de estabelecer seus grids (ou grades) de construção. O que é isso? Pelo que entendi, grids são as formas geométricas que participam da geração das formas utilizadas na marca, que facilita sua reprodução em diferentes superfícies e plataformas.

Quando terminarmos de desenhar todas as aplicações, com as devidas atenções aos novos detalhes, às correções e redimensionamentos estaremos prontos para a nova fase: usar o computador.

Confesso que, em outros tempos, já teria escaneado e vetorizado a marca, e no computador iria gerar suas possíveis aplicações. Paciência. A pressa é inimiga da perfeição. E no nosso caso, a imprudência é inimiga do design.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.4: O Clã Imagética.

8 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Há muito, muito tempo atrás, nasceu um clã cuja doutrina era regida pelas imagens e a ética. Era um clã formado por artistas, dentre eles haviam escritores, desenhistas, escultores, pintores, músicos e artistas marciais, eles eram conhecidos por “Vetores”. Os Vetores seguiam os ensinamentos de seu líder para realizarem as missões que eram solicitadas ao clã. Todos esses ensinamentos foram idealizados pelo Líder dos Vetores, ensinamentos que tinham como propósito eternizar qualquer tipo de mensagem ou marca que fora solicitada em alguma missão para que o clã realizasse. O Líder eternizou todos os seus ensinamentos em um pergaminho sagrado e o selou na mais profunda das cavernas próximas a sede do clã.
Mas o clã se desfez com o tempo, em algum período do tempo o Líder se foi como poeira no vento, e os seus seguidores se espalharam pelo mundo, até que o clã fosse totalmente desfeito.
Mas o clã não fora esquecido.

Em um dia de sol um jovem homem, tão esperto quanto o antigo Líder, que ainda acreditava nos antigos ensinamentos do clã e passou sua vida à procura do pergaminho sagrado, enfim o achou. Então ele decidiu reviver o antigo clã, agora com seus próprios conceitos e os antigos ensinamentos do pergaminho. Ele teve seu primeiro discípulo, um outro jovem sagaz que teve os conceitos forjados pelos ideais do novo Líder, e agora já é visto como um sub-líder. Agora o clã está se refazendo, os ensinamentos de como usar imagem e ética estão sendo passados novamente, os Vetores estão ressurgindo, e acreditasse que esse novo Líder seja descendente direto do primeiro mestre. O Líder e o sub-líder selecionaram quatro novos seguidores, e eu sou um deles.

Muitos dias já passaram desde que o pergaminho fora reencontrado, muitas lições foram aprendidas ao longo dessas semanas, e novos métodos de criação e eternização de imagens estão se tornando parte dos conceitos e princípios dos quatro novos Vetores. Então, nos últimos dias muitos traços foram feitos, o branco das folhas se tornou infinitamente infinito diante da imaginação de cada Vetor. Aprendemos a registrar cada idéia, que nada pode ser desconsiderado, mas que ainda é cedo para se prender no primeiro traço. Por isso, agora estamos na fase de refinação de idéias, simulações de aplicações, e definição dos caminhos.


As duplas se aliaram aos lápis de cores e canetas de finalizações para refinar cada vez mais a infinidade de rabiscos criados ao longo das duas últimas semanas e as marcas da Brigadeiria Cacaueiro e do Bloco Pé de Samba estão quase definidas. Mas os traços ainda não estão acabados, as refinações estão sendo feitas com muito esforço, e o melhor é que as duplas não se prendem somente nas suas próprias missões, muitas foram as vezes em que as soluções de uma dupla foi mais útil no projeto da outra, e vice e versa. E a ajuda do Líder e do Sub-Líder também é muito válida para a finalização do projeto. Uma das melhores lições que aprendemos foi com um jogo criado pelo Sub-líder, em que tínhamos 3 minutos para criar a identidade de uma marca e as aplicações dela, baseado somente no nome e na função da empresa.

São muitas as lições já aprendidas na sede desse clã, sejam elas passadas pelos éticos ensinamentos do Líder, que vão de simples jogos infantis a teorias de psicólogos conceituados, ou até mesmo das situações ímpares que aparecem no dia a dia dos Vetores, e principalmente dos 5 minutos dedicados ao café. Aprendemos a rabiscar, refinar, e definir caminhos nessa última semana, filosofamos com frases como “A menor aplicação pode ser grande, desde que esse grande seja pequeno” nos divertimos no fim das tardes tocando violão ao pôr do Sol e por fim vamos pra casa com muito, mas muito mais conhecimento. Fazer parte desse clã me faz perceber que pra fazer Design não adianta só saber desenhar, vi que devo saber usar imagem com ética, esse é o ensinamento original desse clã, o Clã Imagética.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.3: E eu que nunca soube por que desenhei em toda minha vida.

4 de October de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de passar por vários processos de levantamentos de dados, brainstorms, pesquisa teórica e pesquisa Imagética, o projeto brigadeiria e o projeto carnaval agora colocam a mão no lápis, a cabeça nos painéis semânticos e iniciam uma maratona de desenhos, imaginando como seria a logo de cada um. Os desenhos são baseados em seus arquétipos, nas suas formas, cores, texturas e conceitos (painéis semânticos).

A dupla do projeto carnaval (Bloco Pé de Samba) vem desenvolvendo alternativas, através de traços livres. Formas  redondas, com texturas mosaicas, são as base para que saia de um simples esboço uma grande marca. Foram desenvolvidos caminhos que retratam Boêmios, sambistas, árvores – um pé-de-samba ,instrumentos musicais
como o pandeiro, violão e cavaquinho característicos do samba.

Já a dupla  do projeto brigadeiro (Brigadeiria Cacaueiro) escolheu em suas formas linhas verticais, com texturas em xadrez, optando por traços cada vez mais simples.Os caminhos escolhidos  foram os que remetem a brigadeiros, chocolates artísticos, formas geométricas e referências que lembram  nobreza e arte.

O grande segredo desse momento de geração de alternativas através do desenho, é não se preocupar com detalhes, e sim fazer esboços que possam ser entendidos, economizando tempo para registrar mais idéias. Uma dinâmica de grupo com o jogo “Imagem e ação” foi adotada essa semana, para que pudéssemos abrir nossas mentes e facilitar o entendimento de que uma idéia pode ser transmitida com agilidade e simplicidade.

A vida não é fácil, e criar um esboço de como seria a logo de uma empresa é uma responsabilidade muito grande, mas com a ajuda de pessoas que amam o que fazem, com a boa musica e, claro, o café,  podemos olhar pro papel, rabiscar e esboçar alternativas que caberiam com as características semânticas de ambos.

A cada processo de construção da identidade visual, percebo que a sétima lei de John Maeda que diz “mais emoção é melhor que menos” é inevitável. O amor pelo que se faz é peça chave pra o sucesso do design.


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.2: Uma imagem vale mais que mil palavras!

24 de September de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Esse é mais um Diário de Bordo da viagem dos Vetores pelo universo prático do Design.

Mais uma semana se passou nas dependências da Imagética Design. Mais uma semana de trabalho e aprendizado para nós Vetores. Essa semana foi inteiramente dedicada à pesquisa imagética, que vai servir de base para a construção dos painéis semânticos.

As duas duplas, com seus conceitos e linhas de pesquisa definidos, passaram a procurar por imagens que pudessem transmitir exatamente o que a pesquisa teórica da semana anterior havia delineado. E tenho que dizer, não foi uma tarefa tão fácil quanto pode parecer.

Mais do que simplesmente copiar imagens da internet (ou de qualquer outro meio), a pesquisa imagética é uma verdadeira imersão no universo visual do cliente (empresa, produto ou serviço), que vai ser confrontado com as conclusões da pesquisa teórica. Nesse ponto eu percebi, e creio que todos os outros, que a pesquisa imagética é um dos primeiros estágios de verificação interna do projeto. Isso ficou claro nas mudanças que ocorreram nas escolhas feitas após o “brainstorm” da semana passada.

A dupla responsável pela Brigaderia havia escolhido o conceito Fortaleza clássica e exclusividade, mas logo se viu em apuros para retratar isso em imagens que se mantivessem pelo menos próximas ao universo do brigadeiro e do chocolate. Confrontados por essa dificuldade, tomaram a importante decisão de revisar o conceito, voltaram alguns passos no processo, e chegaram ao conceito final de Chocolate artístico, que tanto carrega a idéia de exclusividade anterior, como incorpora perfeitamente bem o arquétipo utilizado: o criador.

Já nós da dupla responsável pelo bloco de carnaval focado no samba de raiz, nos vimos sem conseguir transmitir em imagens as formas e texturas propostas para o projeto, e detectamos uma incoerência na escolha das cores, que não transmitia muito bem o conceito escolhido, qual seja, a boemia. Pensando nisso incluímos formas e texturas que se mostraram presentes no universo do samba e que não faziam parte da nossa linha de pesquisa, e enxugamos a escolha de cores, para que painel semântico enfatizasse melhor o conceito de boemia.

Reformuladas as idéias, as pesquisas fluiram mais facilmente e os painéis semânticos foram construidos e apresentados para o “nosso cliente” e para a outra dupla.

A lição que fica dessa semana, é que a pesquisa imagética é uma importante etapa na elaboração do projeto e não deve ficar de fora de qualquer metodologia empregada para criar identidades visuais. Ela permite ao designer, juntamente com a pesquisa teórica, a imersão total no universo do cliente, deixando pouco espaço para escolhas equivocadas. A construção dos painéis semânticos como ferramentas de auxílio e etapa de verificação do cliente, apesar de não serem uma regra, também se mostraram igualmente valiosos.

A conclusão óbvia após mais essa etapa, é que uma imagem, realmente, vale mais do que mil palavras.

Câmbio e desligo!


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DIÁRIO DE BORDO 2010.2.1: Do Simples Café ao Brigadeiro de Carnaval

17 de September de 2010 - por Aluno Vetor - Diário de Bordo >Escola de Aplicação >Projeto Vetor

Depois de participar do workshop de Metodologia Projetual, minha visão a respeito da criação de logos sofreu uma mudança. Para melhor.

Na Escola de Aplicação vamos colocar em prática em seis meses o que vimos em dois dias de workshop. Quais serão os desafios? E as novidades? O que nos espera?

Passamos por um processo de seleção que pode ser acompanhado pelos posts anteriores deste blog, tivemos um primeiro contato com os possíveis parceiros de trabalho desta jornada e agora estamos aqui, aprendendo. Na primeira semana de trabalho, foram sorteados os primeiros clientes e suas respectivas duplas: um bloco/escola de samba (Neudson e Simone) e uma brigaderia (Rafael e Ricardo).

Primeiro, precisamos do perfil deste cliente: foco, missão, posicionamento de mercado e de valor, valores, arquétipo, slogan, sobrenome/pré-nome e nome. Como nossos primeiros clientes são fictícios tivemos que criar os perfis completos.

Resumindo, ficaram definidos assim:

- BRIGADERIA
Prazer através do brigadeiro;
Nome: Brigaderia Cacaueiro;
Arquétipo utilizado: O Criador
Diferencial de mercado: inovação na utilização de ingredientes regionais nas receitas dos brigadeiros
Posicionamento de valor: mais por mais

- BLOCO/ESCOLA DE SAMBA
Diversão através do samba
Nome: Bloco Pé de Samba
Arquétipo utilizado: Bobo da corte
Diferencial de mercado: resgatar sambas clássicos
Posicionamento de valor: mais por menos
*Para mim, a maior dificuldade nesta fase foi escolher do nome da empresa.

Com os perfis prontos e em mãos, partimos para a etapa de definição e organização do cronograma de execução de tarefas e etapas. Este projeto terá dois meses de duração. Distribuímos as etapas e as datas de entrega e verificação de cada uma delas. Agora mãos à obra! Ou melhor, à pesquisa!

A dupla de reis do brigadeiro buscou as seguintes linhas de pensamento: história do chocolate – história do brigadeiro – brigaderias – receitas de brigadeiro – arquétipo do Criador (priorizando a inovação e a criatividade nos produtos diferenciando-os das demais brigaderias, que se comportam a priori como o arquétipo do Amante) – movimento artístico Art Déco – Art Déco na arquitetura de Fortaleza (para dar um toque regional à marca sem recorrer às imagens do sertão, que não condiz com seu posicionamento e comportamento arquetípico) e pesquisa de cores e formas a serem utilizadas.

A dupla de malandros do samba seguiu os seguintes caminhos: história do samba – história do surgimento do samba no Rio de Janeiro – história do carnaval – blocos tradicionais de rua de Fortaleza e do Rio de Janeiro – principais intérpretes do samba de raiz – músicas – arquétipo do Bobo da Corte – Arte Naif, Pop Art, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Chico da Silva, Antoni Gaudi e Romero Brito na pesquisa de cores e formas a serem utilizadas.

Todo dia antes de abrirmos os trabalhos, nos reunimos na “mesa redonda” onde discutimos o que foi pesquisado, quais as dificuldades que encontramos e as instruções de quais caminhos podemos seguir. Esta fase está sendo muito intensa, mas estamos sempre acompanhados de boa música, violão, café e bom humor.

O processo de pesquisa acabou? Sim e não! A fase de pesquisa teórica parou sim, mas para dar lugar à pesquisa imagética, que só vai começar depois de um brainstorming a respeito dos nossos temas: brigadeiro e chocolate; carnaval e samba. Esta fase é muito importante porque é a partir dessa chuva de idéias e de palavras que vamos extrair o conceito e os caminhos que vamos utilizar na criação das nossas marcas. Realizada a filtragem das palavras, os conceitos definidos foram:
BRIGADERIA – Fortaleza clássica e exclusividade
BLOCO – Boemia

O conceito deve ser uma interseção entre o foco, o arquétipo e o posicionamento da empresa. Agora sim, começaremos a próxima fase de pesquisa rumo à construção dos painéis semânticos.

Conversando com meus colegas sobre o processo de criação e nosso novo local de trabalho, percebi que concordamos em muitos pontos:
- a questão de aprender a se organizar melhor;
- algumas dificuldades na hora de escolher os caminhos, nomes, conceitos;
- o ambiente agradável e amigável do escritório e, que apesar de poder estar à vontade para tocar violão ou espairecer a mente, temos que ser conscientes de que somos acima de tudo profissionais responsáveis, que recebem cobrança e cumprem prazos;
- a música é boa;
- a importância da pesquisa, que abre os caminhos da criação para melhor qualidade do trabalho, e da grande ferramenta de apoio que o brainstorming é nas horas de decisão.

E no meu caso, tenho a acrescentar: duas pessoas pensam muito melhor do que uma.

Até a próxima!


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